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 Obsession - | 23 | - aviso.

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Kelly
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 01, 2010 2:16 pm

Que gente doida!! xD
Acho que a Helly ainda vai ter muito que aturar durante o tempo que estiverem naquela casa... Os gémeos andam muito tarados!
Mas se isto vai mudar e deixar de ser fofinho, não quero Sad quero fofices!! Sad

Vá, também quero mais ^^

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Bri.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Ter Set 07, 2010 11:33 am

Oláááás! Ora bem, estou com uma ligeira pressa ._.

Agradeçam ao meu irmão mais novo por fazer anos xD (primeiro ano de vida *O*) Se não fosse por isso, também não haveria capítulo hoje, visto que me dói a cabeça e, caso eu diga por aqui algum disparate, já sabem do que é xD

Oras, eu gosto deste e está lotado de mistério :3 Espero que gostem. E não me matem, please ._.



CAPÍTULO 13

26 de Julho de 2013

Nunca a ideia de estar sem a supervisão de Gordon lhe parecera tão agradável. Podia fazer o que lhe apetecesse, dizer o que lhe apetecesse e até mesmo dizer os palavrões que lhe apetecesse. Sabia-lhe bem e sentia menos um peso em cima. Até a ideia de ser diferente dos humanos deixara de lhe parecer um problema – até se sentia bem. Estava bem, só esperava que ninguém lhe mudasse isso.

Depois de passar o dia inteiro na praia com os gémeos, quando chegou a casa e aterrou na sua cama, apercebeu-se do seu estado. Sentia-se exausta e reparara que os seus dedos não paravam quietos; encolhiam-se, como se tocasse em qualquer coisa perigosa. Felizmente, os gémeos tinham combinado sair à noite para caçar – se calhar também se sentiam de igual forma.

Após tomar um delicioso duche e vestir-se apropriadamente, vaporizou perfume para o pescoço e pousou o frasco na cómoda. Sacudiu o cabelo e franja e saiu do quarto. Na divisão da cozinha, que fazia também de sala, já se encontrava Tom sentado numa cadeira. O seu estado aparentava o óbvio: o pé que pousara sobre o joelho não parava quieto e o rapaz também não parava de fazer ritmos com a ponta dos dedos sobre a mesa. E, antes que Helly argumentasse sobre qualquer coisa, Bill surgiu na divisão.

- Estão prontos? – Perguntou Tom, inclinando-se para frente.

- Sim. – Responderam os outros dois, em simultâneo.

- Qual de nós está mais sóbrio? – Questionou Helly, sentindo um calafrio.

- Creio que seja eu. – Hesitou Bill, alternando o olhar entre Helly e Tom. Tanto um como o outro exibiam um certo nervosismo e a respiração ofegante. – Eu guardo a chave de casa.

Saíram de casa, desligando as luzes. Tom e Helly acabaram por ir à frente, sem se aperceberem que Bill ficara para trás.

Tom perdeu Helly de vista quando deu conta que estava numa rua completamente sozinho. O seu coração batia velozmente contra o seu peito e o facto de não estar ninguém suficientemente luminoso para o acalmar, torturava-o.

Levou as mãos à cabeça e fechou os olhos. No seu campo de visão mental uma luz muito forte encontrava-se a cerca de duzentos metros de si. Sentiu-se mais aliviado por ter encontrado alguém.

Colocou as mãos nos bolsos das calças e fingiu ser uma pessoa normal que por ali passava. Se calhar, quem o visse por ali, sozinho, pensaria que fosse algum drogado ou, suavizando a imagem, um residente daquela rua. Não lhe importava o que as pessoas poderiam pensar, naquele momento, interessava-lhe o ponto luminoso que se aproximava lentamente. Tentava que as mãos parassem quietas nos bolsos, mas ao invés disso, teimavam em tremer e dificultavam-lhe a tarefa de se acalmar e concentrar na sua presa.

Quando sentiu que estava mais perto, levantou a cabeça e olhou para a pessoa. Estava a pouco mais de vinte metros à sua frente, vinha distraída na sua direcção e pôde ver que o seu cabelo era ruivo. Esse simples aspecto lixou-lhe a vida, mas não quis saber. Iria deixar passar dessa vez, visto que portava algo que lhe iria dar bastante jeito.

Pela primeira vez, mas quando por pouco não embatia em Tom, a rapariga olhou para ele e assustou-se, parando de caminhar. Ele sorriu, um sorriso tipicamente seu e ela retomou a sua marcha, mas de maneira descontraída e sensual.

- És daqui? – Falou ela pela primeira vez. O que dizer? Estava faminto!

- Não. Moro aqui perto. – Respondeu Tom. Sabia que, mais tarde ou mais cedo, teria de acelerar as coisas, visto que a impaciência aumentaria e o desejo de absorver toda a energia dela também. – Como te chamas?

- Serena. –
Respondeu ela, prontamente, e sorrindo.

- Sou o Adam, prazer.

«E oh que prazer…»

Tom beijou-lhe as faces frias e ela correspondeu. – Acho que devíamos ir a um bar, beber algo, que te parece? – Sugeriu Tom, sem deixar o seu sorriso esmorecer.

- Eu acho que me parece bem…

- Achas?

- Tenho a certeza. –
E riram-se.

Mas Tom sabia perfeitamente que não chegariam ao bar, ficariam pelo caminho. Serena virou-lhe costas, correspondendo ao interesse de Tom e pedindo-lhe para a seguir. Ele foi, e quando a escuridão da rua se acercou deles, Tom agarrou-a nos braços e apertou-lhe os pulsos com os dedos polegares, sugando tudo o que havia para sugar. O de tranças gemeu quando largou os pulsos dela, agarrando no corpo da rapariga, antes que caísse desajeitadamente no chão, e deitou-o no passeio. Ao mesmo tempo que a deitava, deixou-se cair de joelhos no chão, sentindo-se tonto.

E, à medida que recuperava o equilíbrio, aquele ponto reluzente que aparecera no seu campo de visão mental, extinguiu-se, dando lugar à penumbra.

[…]

Bill fora um querido em ter deixado a porta da entrada entreaberta. Já devia estar em casa e Helly evitou ao máximo fazer qualquer barulho. De manhã, tentaria lembrar-se de lhe agradecer pelo gesto.

Antes de entrar no seu quarto, foi até ao de Bill para verificar se ele lá estava. Ao vê-lo dormir com a cabeça enterrada nas almofadas e apenas de boxers vestidos, uma ideia perversa passou-lhe pela cabeça, mas voltou a fechar a porta do quarto e entrou no seu.

Despiu a roupa apertada, atirando-a para cima da cama, e envergou o pijama. Sentia-se mais leve, cheia de energia, mas ao mesmo tempo, sentia-se exausta e com sono.

Removeu toda a maquilhagem com um toalhete e deitou-o no balde do lixo da cozinha. Lembrou-se de Tom. Não sabia se já estava em casa e, para averiguar isso, decidiu espreitar o quarto dele. Mas antes de empurrar a porta, retraiu-se. E se Tom estivesse… enrolado com uma rapariga? Não queria chocar-se com o que pudesse ver, mas mesmo assim, empurrou a porta e espreitou. O quarto estava vazio, a cama feita e tal qual como o moreno o deixara. Assim sendo, Tom ainda andava à caça.

De regresso ao seu quarto, pegou na sua mala de viagem e pousou-a na cama, dobrando e guardando lá a roupa usada.

- Não é justo, pois não? – Uma voz que Helly desconhecia completamente, fez-se ouvir atrás de si, sobressaltando-a. Virou-se para trás, mas tudo o que viu foi uma sombra e o brilho de dois olhos. – Não é justo, pois não? – Repetiu.

- Q-quem és tu? – Perguntou a morena, gaguejando e engolindo em seco.

- Não precisas de saber quem sou. – Respondeu a sombra, com um tom de voz inexpressivo. – Vim apenas avisar-te.

- Avisar-me do quê? – Perguntou Helly, nervosa. O seu nervosismo era tanto que não conseguia falar mais alto para além de um murmúrio.

- Do pior. – Respondeu a sombra. Os olhos cintilantes dele deixaram de se ver. – Prepara-te para o pior, Helly. – E a sombra desapareceu.

Helly deixou-se cair no chão e agarrou os joelhos. Tremia tanto que apostava em como não se mantinha de pé durante muito tempo. Estava tão assustada…

Não chamou por Bill. Não queria perturbar-lhe o sono.

Não sabia o que aquela sombra queria dizer com aquilo e isso preocupava-a, por vários motivos.

O que significava “pior”?
Quem iria ficar mal?
Estaria aquela sombra do lado dos bons ou dos maus?
E quem era ele?

«Não é justo, pois não?»
«Prepara-te para o pior.»

N/A: Digam lá a vossa justiça :3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Ter Set 07, 2010 12:11 pm

O que irá acontecer??
Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qui Set 09, 2010 7:35 am

Tem alguma coisa a ver com o que o Tom fez à Serena? O.o
Ou alguma coisa do passado?
Bolas, esta curiosidade dá cabo de mim xD

Posta mais!!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Set 10, 2010 4:08 pm

Hello!

Ora, segundo os meus previews - dei-me ao luxo de os fazer ontem à noite Cool - já tenho 26 capítulos agendados e, aí sim, está quase a metade x D Já um certo avanço nas coisas, em certas coisas (que não vou dizer, senão sou fuzilada!) e no 26 dá-se um acontecimento importante - yay me, ainda só vou no 14º e já falo do 26 --'

Há novidades, neste :3

See ya «3



CAPÍTULO 14

27 de Julho de 2013

A aparição do estranho no quarto de Helly fez com que os três jovens ficassem de alerta a tudo o que os rodeava. Bastaria um mínimo movimento suspeito ou algum passo em falso e todos entrariam em acção.

Helly achou para bem de todos ligar ao seu pai e pedir-lhe, mais uma vez, para ter cuidado. O mais velho tranquilizara-a, dizendo-lhe que, se fosse preciso, usaria a caçadeira que escondera debaixo da cama. A jovem rira, mas Gordon não tinha numa caçadeira, que soubesse. Ou talvez até tivesse… Tomara que tivesse mesmo.

Não teria ligado se os gémeos não tivessem insistido. Não queria preocupar o casal acerca da segurança dos três jovens, mas, de uma maneira ou de outra, precisavam de ser alertados sobre o louco que andava à solta – E só podia ser um Loorfin, ou não teria a capacidade de desaparecer como desaparecera. E todo o cuidado era pouco.

Helly pousou o telemóvel na mesa de madeira escura da cozinha e Tom surgiu de calções de banho vestidos e toalha ao ombro.

- Vamos à praia? – Questionou ele, pegando no seu telemóvel táctil e rabiscando uma mensagem.

- Claro. – Respondeu Helly, levantando-se da cadeira. – Vou só vestir-me e certificar-me que fecho bem a janela. – E riu-se.

Num instante vestiu o seu bikini negro. Pegou no páreu azul e atou-o no pescoço, calçando as havaianas depois. Fechou bem a janela do quarto e correu os cortinados. Pegou na toalha e saiu.

- Se o desconhecido aparecer, trato dele num instante. – Disse Tom, exibindo uma chama viva na mão.

- Claro… - Murmurou Bill, revirando os olhos. Fez um gesto com a mão e apagou a chama de Tom.

- Porque a apagas-te?! – Rezingou Tom, virando-se para o irmão.

- Porque fica calor! E não me apetece andar com a esfregona na mão a apanhar a água…

Bill cruzou os braços e Tom sorriu, maliciosamente. Apertou os punhos e transformou-se em labaredas laranjas, não se conseguindo visualizar quem estava no meio. Mas Bill não respondeu por si e recorreu ao frio do gelo para apagar o fogo, deixando-o ofegante e a fumegar.

- Juro-vos que, da próxima vez que fizerem isso, vos dou um choque que ficam a dormir durante semanas! – Ameaçou Helly, repreendendo-os com o olhar. – E vamos.

Helly passou por entre os gémeos e saiu para a rua, sendo seguida depois por eles. O tempo lá fora estava ligeiramente mais quente apesar do vento irritante que fazia os seus cabelos vermelho sangue voarem para todo o lado. Mas a rapariga estava com a duvida se aquele calor se devia ao Sol por cima da sua cabeça ou ao facto de ter um forno atrás de si, caminhando com duas pernas e que de vez em quando usava dois braços para lhe puxar os cabelos ou até mesmo tentar desatar o nó do páreu...

«Vamos imaginar que é mesmo do Sol…»

Ao sentir os pés afundar-se na areia clara e macia da praia, Helly olhou para as ondas do mar. Não estava muito bravo e a bandeira daquela zona exibia-se verde. Atirou a toalha para o chão e observou a multidão da praia, um pouco afastada de si. Sentiu muita energia – aglomerados de energia -, mas não se sentiu tentada a alimentar-se. Estava satisfeita com a caçada da noite anterior.

Estendeu a toalha, desatou o páreu, dobrou-o e fez dele uma almofada, colocando-o no topo da toalha. Sentou-se a meio da toalha e apoiou-se com as mãos, colocadas para atrás. Bill e Tom estenderam as toalhas em cada lado de Helly – e ela nunca saberia porque faziam sempre aquilo. Ou talvez soubesse: bastava lembrar-se da conversa que tiveram no dia em que regressaram a casa, onde falaram sobre protecção.

- Não me apetece ficar aqui. – Disse Tom, sacudindo as mãos. – Alguém quer vir à água?

- Eu vou. –
Disse Helly, cruzando as pernas, distraidamente. – Vens, Bill?

- Não, não me apetece… -
Respondeu Bill, franzido o nariz. – Talvez mais tarde.

- Tudo bem. –
Acedeu Helly com um encolher de ombros. Levantou-se da toalha e sacudiu as mãos. – Toma conta das nossas coisas, está bem?

- Sim, Frau Trümper, fique descansada que as suas coisas ficam em boas mãos. –
E Bill piscou-lhe um olho. Helly riu-se e fez-lhe uma careta.

- Porta-te bem. – Desejou Helly, depositando um beijo sonoro na bochecha fria dele.

Helly caminhou juntamente com Tom pela extensão de areia até ao mar gelado. Ele não se inibira de colocar um braço por trás do pescoço dela e ela não se inibiu de colocar o braço de volta da cintura dele porque, pura e simplesmente, não lhe dava jeito andar com um braço dele no pescoço.

Ligeiramente afastados do rebentar do mar, esperaram que uma onda maior lhes chegasse aos pés para sentirem a temperatura da água. Visto que esse factor não importava a Tom, o moreno pegou na rapariga e debruçou-a sobre o seu ombro, fazendo-a rir às gargalhadas. Entraram dentro de água e mergulharam até ao fundo. Tocaram e sentiram a areia e observaram a pouca vida marítima ali existente.

Quando Helly regressou à tona da água, inspirou fundo, recuperando o ar perdido.

- Ainda não me disseste como te estás a sentir sem comer há dois dias… - Falou Tom quando regressou à tona da água. Estavam numa zona em que nenhum dos dois tinha pé.

- Estou a sair-me bem. Tinhas razão quando dizias que não ia dar por nada… - Respondeu ela, sorrindo, pervertidamente. Tom riu-se a aproximou-se mais dela.

- E estás preparada para passar o resto da tua longa vida sem comer? – Perante aquela pergunta, o sorriso de Helly desapareceu, mas Tom explicou: - É que eu e o Bill estamos a pensar seriamente em riscar a comida humana da nossa lista de preferências… - Helly ficou inexpressiva. Deixar de comer? Nunca tinha pensado nisso, mas não lhe agradava o facto de fazer confusão a Gordon.

- Eu… - Helly hesitou e olhou a escuridão da água. – Não sei, Tom. Tenho que pensar…

- Tudo bem. –
Disse Tom, encolhendo os ombros.

No entanto, perante o silêncio que poderia avizinhar-se por parte de Helly, Tom não conseguia tirar os olhos dela por um único motivo. Se achava que Helly ficava fofinha quando contraia os lábios enquanto pensava? Não era propriamente para isso que Tom olhava…

- Se calhar nem era má ideia, se… - Deixou escapar Tom, num murmúrio, olhando sugestivamente para… outros sítios.

- O quê? – Helly falou, despertando do seu momento de transe. Quando se apercebeu para onde Tom olhava, atirou-lhe água para a cara, fazendo-o despertar. – Por acaso tens alguma pergunta a fazer às minhas mamas?!

- Não, mas… se pudesse, perguntava-lhes porque é que… -
E, no instante em que ia para completar o que pretendia perguntar, foi surpreendido por alguém que mergulhara perto deles. Só quando a pessoa emergiu da água é que viu que se tratava de Bill.

- Estavam a falar do quê? – Questionou Bill, aproximando-se deles e com um sorriso traquinas.

- Provavelmente, de coisas que não te interessam. – Rezingou Tom, lançando-lhe um sorriso cínico. – Coscuvilheiro.

- Não sou coscuvilheiro, sou curioso, é essa a diferença. –
Respondeu Bill com um sorriso triunfante. – É a minha vez, de qualquer das maneiras. Helly, o Tom está apaixonado por ti. – Lançou Bill cantarolando como uma criança. Foi o suficiente para Tom pressionar as mãos nos ombros dele e fazê-lo entrar dentro de água. – É verdade! – Gritou ele, surgindo na tona da água.

Porque é que aquilo não surpreendia Helly? Não pela parte de ser verdade, mas sim pela parte de ser totalmente mentira e Bill estar a arriscar-se em levar um valente choque.

- És tão idiota, Bill. – Atirou Tom, batendo-lhe na testa.

- Pronto, está bem, estava a brincar… - Rendeu-se Bill. Depois, Helly lembrou-se que não poderia recorrer à electricidade: estavam dentro de água e podia ser catastrófico.

- Se calhar és tu que gostas dela e dizes que sou eu… - Atirou Tom, sorrindo maliciosamente.

- Sabes perfeitamente que não.

E, nesse instante, Helly esbugalhou os olhos e um sorriso enorme rasgou-se no seu rosto. – Isso quer dizer que gostas de alguém! – Soltou Helly. Bill que se prepara-se para as perguntas…

- Sim, mas… Não vou avançar, ela é humana. – Retraiu Bill, ao mesmo tempo que mexia na água, distraidamente. – E nem é um amor de perdição…

- Está bem, mas é quem? Conheço?


Bill hesitou na resposta, estudando-a com o olhar e pensando se devia dizer a verdade ou não. No fim, decidiu-se pela verdade. – Sim, conheces.

- Uh! Então, não deve ser muito difícil de me lembrar da cara da rapariga. Quem é, afinal?


E Bill voltou a hesitar. Alternou o olhar entre Helly e Tom, se bem que o seu irmão estava quase a abrir a boca e dizer quem era, portanto, acabou por falar: - É a Grace.

A rapariga deixou cair o queixo e os ombros, surpreendida com o que ouvira. O Bill gostava de Grace? Como raios é que nunca dera por nada?

- Speechless.

Não sabia o que poderia dizer mais, por isso, decidiu ficar calada. Os gémeos riram-se da cara dela – num misto de choque e surpresa.

- Que foi? Ela tem namorado?

- Não, mas… Tu gostas mesmo dela?

- Gosto… Mas, como disse, tenho receio de me envolver com ela, por ser humana. Não quero arriscar-me a magoá-la…


Helly sentiu pena de Bill, por amar (ou, quase) e ter medo de avançar derivado à sua Natureza. Mas podia ajudá-los, só precisava de saber como.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Set 11, 2010 6:27 am

Esta muito giro!
Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Dom Set 12, 2010 7:03 am

Que fofinho, o Bill gosta da Grace *-*
Acho que, mesmo sendo de uma natureza diferente da dela, ainda vão ficar juntos ^^
E aquilo do Tom estar apaixonado pela Helly era verdade? Ele disfarçou, mas o meu sexto sentido diz-me que há ali gato :O

Posta mais, bitte Razz

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Set 13, 2010 2:42 pm

Kelly escreveu:
Que fofinho, o Bill gosta da Grace *-*
Acho que, mesmo sendo de uma natureza diferente da dela, ainda vão ficar juntos ^^
E aquilo do Tom estar apaixonado pela Helly era verdade? Ele disfarçou, mas o meu sexto sentido diz-me que há ali gato :O

Posta mais, bitte Razz

Adorava responder-te a essa pergunta, mas não posso xD Só posso dizer que não a ama, é a única coisa que posso dizer x)
Obrigada e beijinhos.

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Set 13, 2010 2:43 pm

Ok, a ver se não me esqueço do monte de coisas que tenho a dizer:

a) Yay. Com o começo das aulas, a frequência dos capítulos não se altera, dado que não costumo postar de dois em dois dias, portanto, há capítulo quando eu tiver tempo.

b) Como esta fic vai ser um tanto grandinha (cerca de 40 capítulos pode considerar-se grande? O.o), sinto necessidade de avançar um pouco no tempo e no enredo e chegar ao primeiro ponto importante na fic. E, se não me engano, é já no 19/20 capítulo. O problema vai ser tempo para escrever. E vontade, acima de tudo. Mas eu explico no ponto a seguir:

c) Isto anda mal por estes lados. Não se deve ao facto de não estar inspirada para escrever, porque hoje consegui acabar o 16º capítulo na sala de convívio do liceu e, como devem imaginar, havia imenso barulho, mas consegui abstrair-me e escrever. Deve-se ao facto de não andar muito virada para o mundo da escrita, estão a ver? Se é bom ou mau, não sei. Mas o mundo das fics está saturado e, pelos meus cálculos,... esta será a minha última fic. Não me batam T_T Mas... sinceramente, vejo o mundo das fics muito mal e as ideias originais esgotaram-se. Corrigam-se se estiver enganada, mas neste momento, vejo as coisas assim. Depois desta fic, supostamente viria uma mini-fic e depois a Change Your Feelings 2, mas assim, duvido muito que acabe ambas as coisas.

Enfim, desculpem lá o testamento ._.

Não gosto muito deste, se bem que, para aquelas que gostariam de ver o Tom a dançar sozinho ou até mesmo acompanhado, vão ver, em breve x'D

Fui.
Beijinhos.
(e vou mesmo calar-me hoje, já vos dei seca aí em cima pra xuxu o.o)



CAPÍTULO 15

2 de Agosto de 2013

- Home, sweet home… - Cantarolou Helly, encostada à porta do Cadillac.

Eram cerca das quatro da tarde quando os três regressaram a casa. Estavam de volta e sentiam saudades dos respectivos pais e, sobretudo, da cama.

Cada um retirou as respectivas malas da bagageira e arrastaram-nas até à porta da entrada. Tom tocou à campainha e esperou que Simone abrisse. Mal abriu a porta, um sorriso enorme rasgou-se nos lábios da mais velha e ela abraçou fortemente cada um deles, perscrutando-os: os gémeos não vinham muito diferentes, apenas com a pele mais morena; Helly é que parecia regressar diferente. Simone não conseguiu perceber à primeira do que se tratava, mas do tom de pele moreno como dos gémeos não era, de certeza. Notava Helly mais alta.

- Levaste fita métrica? – Questionou a mais velha, já quando estavam em casa.

- Não. Preferi chegar a casa e medir-me… - Respondeu Helly, colocando as malas junto do sofá. – Porquê?

- Podes medir-te?
– Pediu Simone, olhando-a atentamente como fizera antes.

- Sim…

Sentiu-se nervosa quando chegou à casa de banho do andar superior. Pousou a fita métrica em cima do lavatório e alternou o olhar entre a sua figura projectada no espelho e a fita numerada vermelha e branca. Não levara a fita por esse único motivo. Se a tivesse levado, teria levado o tempo a medir-se e a enervar-se por não estar a obter os resultados pretendidos. Mas com três semanas quase passadas, estava na hora de se medir.

Desenrolou a fita e pisou a ponta com a ponta do pé. Depois, com a outra ponta, colocou-a no topo da cabeça, assinalando com a unha onde chegava. Quando tirou a fita da cabeça, os seus olhos esbugalharam-se e não se conteve em gritar em plenos pulmões, expressando o que sentira.

Estava a surtir efeito. Estava mesmo a surtir efeito!

- Helly, está tudo bem? – Perguntou Simone do outro lado da porta.

- Sim, sim! – Respondeu Helly, enrolando a fita. Correu a abrir a porta e abraçou Simone. – Resultou, Simone! Eu cresci!

- Oh, meu Deus, que bom! –
Exclamou ela, correspondendo ao abraço. – Estou tão feliz por ti, Helly. – Afagou-lhe os cabelos e separou-se dela, olhando-a. – Telefona ao teu pai, ele vai gostar de saber.

- Vou já contar-lhe as novidades!


Helly correu pelas escadas abaixo, passando pelos gémeos como um tornado e retirou o telemóvel da mala. Os gémeos não fizeram perguntas, sabiam o porquê daquela euforia completa. Assistiram à histeria da mais nova enquanto telefonava para Gordon, para Francis e, por fim, para Grace. Taparam os ouvidos quando ela guinchou enquanto conversava com Grace – raparigas seriam sempre raparigas.

Quando Helly finalmente desligou o telemóvel e se atirou para o sofá, Tom e Bill sentaram em cada um dos seus lados e fizeram-lhe traquinices, como cócegas e puxões de cabelos. Mas eles que se preparassem: Agora, Helly já conseguia despentear o cabelo de Bill e puxar as tranças de Tom.

Que se preparassem!

[…]

Devidamente arranjados, a família saiu de casa. Os carros ficaram na garagem e decidiram ir a pé jantar ao restaurante dos pais de Jake. Situado a cerca de cinco quilómetros da casa da família, eram servidos todo o tipo de pratos, desde os mais simples aos mais requintados.

Um dos empregados chegou-se à beira deles e encaminhou-os para uma mesa de seis lugares, ao fundo da sala. Os gémeos foram os primeiros a sentar-se, encostados à parede de frente um para o outro. Helly sentou-se ao lado de Tom, Gordon ao lado da filha e Simone ao lado de Bill.

O mesmo empregado de antes entregou-lhes a ementa e retirou-se. Se os três jovens queriam retirar a comida humana da lista de preferências, bem podiam esquecer a ideia naquela noite. A ementa continha pratos deliciosos e nenhum dos dois resistiria em pedir algo para comer.

O telemóvel de Helly começou a tocar e a jovem apressou-se a tirá-lo da bolsinha antes que desligasse.

- Estou?

- Hey, H. – Era Liam. Helly olhou para Tom e não se conteve em rir.

- Olá, Liam. – Fez questão de sublinhar o nome do amigo, fazendo Tom olhar para ela com um trejeito nos lábios. Ainda o ouviu dizer «Acho que vou vomitar!» e virar a cara para o lado.

- Tenho uma boa notícia para te dar! – Anunciou. Se a notícia era boa, adivinhava que o amigo estaria com um sorriso enorme estampado na cara. – Era para ser a Grace a dar-ta, mas eu encarreguei-me disso.

- Adiante, Li… - Pediu a rapariga, apercebendo-se que iria começar a divagar.

- Vais explodir com isto! Fomos convidados para actuar numa festa anual, em Leipzig, no final do mês. Não é maravilhoso?! – Liam guinchou do outro lado da linha telefónica, fazendo Helly afastar o telemóvel do ouvido.

Não podia estar mais satisfeita com o que ouvira. Iam finalmente mostrar aquilo que valiam, depois de quase dois anos juntos.

- Quem contactou quem? – Quis saber Helly, empolgada com a novidade.

- O organizador da festa. Viu uns vídeos nossos no blog da Grace e contactou-a através de lá. Disse que tínhamos muito talento e originalidade naquilo que fazíamos, então, achou boa ideia se actuássemos na festa dele. Ai, Grace, tu nem sabes, eu estou em pulgas! – Exclamou ele, com a voz esganiçada. As figuras que ele fazia sempre que estava feliz davam para rir, e muito. Mas era respeitado pelos colegas acerca da sua orientação sexual.

- Vamos juntar-nos todos, amanhã, em minha casa, para começarmos já a trabalhar. Temos de ser rápidos. Precisamos de músicas, passos e tema para as coreografias. Olha, até podíamos pegar na nova, que achas?

- Eu acho boa ideia, sabes que concordo sempre contigo. – Respondeu o loiro. – Vou ligar ao Jake e à Grace e falar-lhe sobre amanhã.

- Eu falo com o Jake. Estou no restaurante dele com a minha família e posso falar já com ele. – Do outro lado, Liam soltou uma gargalhada trocista e Helly percebeu por quê.

- Claro, tu falas com o Jake, sim… - Acedeu ele, falando sarcasticamente. Helly sentiu-se corar e sorriu, timidamente, mordiscando o lábio inferior. – É para falares mesmo, sim? Falar, Helly, não… Triquitar!

- És tão idiota, L! – Atirou a rapariga, rindo-se. – Eu falo com o Jake e tu com a Grace. Vá, amanhã em minha casa, às 15h. Beijo.

Liam retribuiu com um ‘Até amanhã. Beijo’ e desligou. O telemóvel voltou para a bolsinha e Gordon quis saber de quem se tratava.

- Era o Liam. Ligou-me a contar-me de que fomos convidados para actuar numa festa no final do mês, em Leipzig.

- A sério? Que bom! –
Gordon sorriu-lhe abertamente, sendo correspondido. – Depois vamos ver.

- Eu vou rir-me quando o Liam dançar, ai vou, vou… -
Riu Tom, barrando um pedaço de pão com manteiga. – Esse gajo, se lhe desses um beijo na bochecha, vomitava-se todo.

- Não exageres, Tom. Já fiz isso montes de vezes e nunca aconteceu nada… -
Falou Helly, bebendo um trago do seu sumo. – Pelo menos, até agora…

- Quem te avisa, teu amigo é.
Citou Tom, comendo o pedaço de pão.

Helly encolheu os ombros e não tocou mais no assunto. Já conhecia Liam há muito tempo, desde a secundária, quando entrou para o décimo ano lectivo. Desde aí que eram amigos inseparáveis, juntamente com Grace. Andavam sempre os três juntos, em todo o lado. Eram da mesma idade, mas só Grace é que não estava na mesma turma que eles. Depois, surgiu Jake…

Mas, com Jake, a história era outra, totalmente diferente.

N/A: Ah, esqueci-me de dizer: O próximo (16º) não se vai passar na actualidade (2013, na fic). Vai ser uma analepse. (:
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Kelly
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 15, 2010 7:12 am

Hallo!!

Li o teu desabafo... Acredita que sei como é não ter ideias originais ou imaginação. Para veres, todos os dias tenho a fic que estou a escrever aberta na barra de tarefas e são raros os dias em que chego à noite para desligar o portátil e escrevi algum coisa. Chateia-me imenso!! -.-
Espero que as ideias voltem, porque tu escreves muito bem e era muito mau para o mundo das fics se se perdesse uma escritora como tu. Acredita em ti, tu consegues!
Se bem que adorava ler a continuação da Change Your Feelings... É a fic da tua autoria que mais gostei de ler (não que todas elas não sejam boas!!).
Se precisares de ajuda com ideias, posso ajudar-te x) tenho algumas e até tenho uma que já usei para uma OS mas que gostava de ver numa fic (mas não tenho ideias para a escrever :/).
(acabei por escrever mais do que tu -.-)

Quanto a este capítulo... ^^
Ainda bem que ela conseguiu crescer Razz bem feito para os gémeos!! E, pelos vistos, a vida corre-lhe bem! Concerto em Leipzig *-*
Espero que corra tudo bem ^^

Quero mais Katezinha Very Happy

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 15, 2010 8:53 am

Kelly: Já é a segunda vez que passo por esta crise --' Há uns meses deixei de actualizar a CYF durante um mês, entre Março e Abril x_x

Também me costuma acontecer o mesmo que tu --' Tenho o documento aberto e escrevo um parágrafo, no máximo ._. E acredita que também me irrita, porque quanto mais quero despachar isto é quando menos vontade/inspiração tenho para escrever --' Muito obrigada pelo elogio +.+ Deixaste-me toda coisa, agora xD

A CYF 2 ainda só tem um bocadinho do 1º capítulo ^^' Se chegar a escrevê-la posto aqui :3 Mas antes, virá uma mini-fic que tenho em mente escrever (que também já está começada).

Eu também tenho uma cena escrita, mas ainda não sei se fará parte de alguma fic ou de uma OS --' Estou mais virada para a OS, mas ainda tenho que reflectir xD

Vai ser uma actuação que vai dar que falar (a)

Deves ser a única que ainda me chama Kate, tirando o meu irmão :O (ya, o meu irmão às vezes dá-lhe a parvoeira e chama-me Kate e não Bri xD)

Obrigadaaa +.+
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Set 18, 2010 9:27 am

Olá! Olhem, por pouco que não havia capítulo hoje --' Esqueci-me que tinha o baptismo do meu irmão e, como sou a madrinha do miúdo, já estava a ver que não vinha ao pc hoje ._. Mas estou aqui.

Não gosto muito deste capítulo. Vão ficar a saber umas 'coisinhas' sobre o que aconteceu à mãe da Helly e como é que ela a matou.

Se calhar não percebem a imagem, mas é um embrião (:

Beijinhos.



CAPÍTULO 16

[analepse]

Dorah podia concluir que fora um casamento perfeito. Agora que revia as imagens daquele dia agarrada à sua barriga, à espera do seu bebé, imaginava como seria o seu primeiro filho. Não sabia o sexo nem pretendia vir a sabê-lo. Queria que fosse surpresa. Nem lhe interessava se fosse menino ou menina.

Duas mãos másculas taparam-lhe os olhos e Dorah soube imediatamente de quem eram. Soltou uma leve gargalhada e retirou as mãos de Gordon, recebendo um beijo na bochecha.

- Como está a minha mamã? – Perguntou ele, sentando-se ao lado da esposa.

- A mamã está bem e o papá?

- O papá está óptimo. –
Gordon pousou uma mão na barriga de Dorah e sentiu um pontapé, surpreendendo-o.

- Parece que alguém acabou de acordar. – Observou ela, rindo-se. – Desde o almoço que não se mexia…

- Acho que vai sair daí um bebé preguiçoso. –
Riu-se Gordon.

- Quem sabe…

Gordon beijou os lábios de Dorah com sentimento e ela voltou a sentir os pequenos pés do bebé na sua barriga, fazendo-a encolher-se.

- Estás bem?

- Este foi forte. –
Queixou-se, acariciando a barriga. O bebé voltou a pontapeá-la, mas cada vez com mais força. – Outro. – gemeu.

- Tens a certeza que estás bem? Não estou a achar isso normal… - Dorah não lhe conseguiu responder, sentia o bebé demasiado agitado e a pontapeá-la, magoando-a por dentro.

Gordon ajudou-a a deitar-se no sofá em posição fetal, achando que seria a melhor posição para se sentir melhor. Mas, quando Dorah sentiu as calças molhadas ao movimentar-se, apavorou-se e percebeu que o grande momento chegara.

- A bolsa, Gordon. Rebentou. – Gemeu ela, com a mão na barriga.

- Estás a dizer que o bebé vai nascer?! – Questionou Gordon, assustado. – Mas tu só estás de oito meses!

- Eu sei, mas rebentaram! –
Mesmo que estivesse a sofrer com as dores, não conseguiu evitar esboçar um sorriso de felicidade. – Vamos para o hospital. – Gordon estava tão estupefacto que mal conseguia piscar os olhos. – Anda lá, Gordon, vai buscar a mala do bebé!

Se Dorah não tivesse gritado, ainda estaria estático a olhar para a esposa, processando toda a informação dos últimos minutos. Correu meio atrapalhado até ao quarto e puxou a mala bege de cima do guarda-roupa, voltando a correr pelas escadas de encontro a Dorah. Ajudou-a a entrar no carro e arrancou a toda a velocidade em direcção ao hospital.

Num instante os médicos vieram e num instante a levaram para a sala de partos. Gordon preferiu assistir ao parto e entrou na sala pouco depois de Dorah ter entrado, devidamente equipado com uma bata verde e máscara da mesma cor na cara. Sentia-se tão ou mais nervoso que a esposa.

- Vai correr tudo bem. – Assegurou-lhe Gordon, apertando a mão dela. Em gesto de agradecimento, Dorah sorriu-lhe debilmente.

O suor corria-lhe em bica pela face à medida que fazia força e, ao fim de uma hora e meia, o recém-nascido chorou pela primeira vez. Acabava de nascer uma menina.

- Como se vai chamar? – Perguntou uma parteira, dando a recém-nascida para os braços da mãe.

- Vai chamar-se…

Mas, nesse instante, as luzes da sala apagaram-se. Naquela sala de partos, tudo o que se vira segundos depois das luzes se terem apagado, fora o ribombar dos trovões lá fora. Mas, para além do cansaço que Dorah Trümper sentia, algo remexia na sua bata. Não conseguiu perceber à primeira do que se tratava. Quando tocou no que a incomodava, vislumbrou algo que se assemelhou a uma faísca no seu peito e gritou quando foi atingida.

- Dorah?! O que se passa?! – Perguntou Gordon, sobressaltado com a aflição da esposa. Mas Dorah não respondeu. – Dorah?!

Um gemido de cansaço fez-se ouvir na escuridão da sala e depois o choro da criança. E, nesse momento, as luzes voltaram. A criança chorava nos braços mórbidos da mãe, mas ela não dava sinais vitais. Os médicos depressa a rodearam, um deles tirou-lhe a criança e levou-a para fora da sala de partos. Gordon foi afastado daquela confusão, sentindo-se adormecido por dentro e os sons à sua volta pareceram distorcidos. Não fazia ideia de quem o guiava para fora dali, mas também não queria saber. Sabia o que tinha acontecido a Dorah. Infelizmente, não fora um pesadelo.

De um momento para o outro estava sentado numa cadeira com um copo de plástico com água à sua frente. Baixou a cabeça e desfez-se em lágrimas, não se importando com qualquer estranho presente naquela sala.

Acabou por ficar sozinho naquele espaço onde ninguém o perturbava. A solidão sabia-lhe bem naquele momento. O seu cérebro debatia-se e enchia-se de dúvidas que surgiam cada vez mais e em maior número. Precisava urgentemente de explicações, mas não estava ali ninguém para lhas esclarecer.

O seu corpo não parava de tremer com o nervosismo. As lágrimas já não brotavam dos seus olhos, secaram-se completamente, apenas soluçava. Não tocara no copo de plástico mas não dispensara a companhia dele, durante toda a noite – rodava-o em todos os sentidos sobre a mesa enquanto as duvidas o invadiam.

Alguém emitiu um esgar, mas Gordon não se dignou a ver quem era.

- Desculpe. – Gordon não respondeu, continuou a girar o copo. - Sei o que aconteceu à sua esposa… - Gordon não falou. – Sei que deve estar cheio de dúvidas e que vai querer explicações… - O copo parou de girar. - Tenho respostas ao que aconteceu, de certo que vai querer ouvir-me. – Pela primeira vez, Gordon olhou para quem falava. Se a memoria não lhe falhasse, aquele fora o médico que levara a sua filha para fora da sala de partos. – Sou o Doutor Francis Bohm, você deve ser o Gordon Trümper. – Gordon apertou a mão que o médico lhe estendera e acenou com a cabeça. - Venha comigo.

Gordon caminhou, mecanicamente, atrás do médico corpulento, sempre atento e cauteloso a tudo o que o rodeava. Entraram num consultório e o medicou convidou-o a sentar-se. Foi-lhe estendida uma garrafa de água, mas Gordon não agradeceu nem recusou, manteve-se longe da garrafa. O médico sentou-se atrás da secretária e pousou uma pasta na mesa.

- Você não vai acreditar em nada do que eu lhe vou dizer, mas precisa de saber o que realmente aconteceu e o que está a acontecer. – Gordon deu por si a engolir em seco, não sabendo bem porquê. – Só preciso que me ouça. Sei que está de rastos e completamente abatido com a morte da sua mulher, mas precisa de me ouvir. – Francis abriu a pasta e folheou as folhas.

- Diga… - Falou Gordon, rouco, e pela primeira vez em horas.

Hesitante, Francis falou:

- A sua filha não é humana. Foi ela que matou a sua esposa. – As sobrancelhas de Gordon elevaram-se, incrédulas, e não acreditou minimamente no que acabara de ouvir.

- Mas isso é impossível…

- Deixou de ser há uns anos. –
Revelou o médico. – Seres como a sua filha são chamados de Loorfins e são habitantes do planeta Petersloor. Eu fui um dos primeiros a descer à Terra. – Gordon entreabriu a boca, espantado. Se bem que a sua maior vontade era sair dali porta fora. – Petersloor fica um pouco afastado do planeta Terra, a alguns anos-luz. Ninguém sabe que nós existimos. Éramos um grupo de cinco cientistas quando resolvemos vir à Terra. Estávamos curiosos com a vida daqui e decidimos analisá-la. Mas isso foi o inicio da nossa vida cá, e os outros meus colegas vivem espalhados por aí… - Francis sorriu e olhou para Gordon. Claramente que ele não estava a entender nada. – Todos os Loorfins possuem uma força maior, algo que os caracteriza melhor. A sua filha nasceu com essa particularidade, mas o nível dela, agora, é um tanto violento. É só durante a infância, por cerca de quatro anos, depois a criança estabiliza.

Gordon estava tão atónito que não era capaz de dizer nada. Começava a achar que aquele médico era um louco e que estava a contar-lhe uma história para crianças. E pior que isso, estava a gozar com a cara dele. Porém, o seu tom de voz era bastante seguro. Demasiado.

- Mas você pensa que eu sou alguma criança? – Atacou Gordon, franzindo o cenho com a raiva. – Acabei de perder a minha mulher e você está a contar-me histórias?! Mas que merda vem a ser esta?! – Vociferou, levantando-se da cadeira e sentindo-se encolerizado.

- Acalme-se e ouça-me. – Francis elevou uma mão à frente da cara de Gordon. - Foi tudo o que lhe pedi. – Gordon bufou e atirou-se à cadeira, sentando-se de novo. – Quando vir os comportamentos da sua filha vai entender. Deixe-me avisá-lo para o lento desenvolver da bebé, principalmente na fala: vai demorar a aprender a falar. Mas você fica com o meu contacto e marcamos consultas para eu acompanhar o crescimento dela. – Francis rabiscou num pedaço de papel e estendeu-o a Gordon. – Pode ser que, com a minha intervenção a consigamos domar. – Aquele maldito médico estava a pisar o risco. Mais um devaneio e levaria um soco. – E protegê-lo a si, também. Tente levá-la a passear mais vezes, à tarde. Ela vai precisar de se alimentar todos os dias, uma única vez, por ser recém-nascida…

- Você pensa mesmo que eu sou uma criança… -
Murmurou Gordon, enraivecido. – Quem é você, realmente? Eu cá acho que fugiu da clínica psiquiátrica, porque você têm bastantes distúrbios mentais… - Francis não se deixou afectar pelo que Gordon dizia e mostrou-lhe a sua maior força. Uma rosa azul nasceu nas mãos no médico e Gordon esbugalhou os olhos perante tal feito. – Oh, meu Deus…

- Já acredita, agora? –
Perguntou o médico, fazendo a rosa crescer. – Por pouco que não era você a levar um soco. – Gordon limitou-se a recostar-se na cadeira, completamente atónico com o que acontecera. – Mas como eu estava a dizer, a sua filha precisa de se alimentar todos os dias, basta uma só vez. – Aquilo não lhe agradava, de todo. Ainda não acreditava em nada, teria de ver a filha agir para dar razão ao médico. E depois, se fosse mesmo verdade, certamente a comida dela não era igual à sua.

- Alimentar-se, como? – Gordon arriscou perguntar, embora com a voz sumida.

- A nossa espécie habituou-se a gerir a energia de forma a não prejudicar espécie alguma. E como é que fazemos isso? Procuramos a pressa com maior energia, sugamos-lha e “hibernamos”. Não durante meses, como alguns animais daqui, mas durante mais horas que o habitual de um humano. – Francis estava satisfeito por Gordon ter dado o braço a torcer. – Já cheguei a dormir durante três dias…

- Quando você fala em energia… Como assim, energia? – O interesse de Gordon agradou a Francis.

- Imagine uma pessoa bem-disposta, bem-humorada e sempre alegre. Nós alimentamo-nos disso. – Respondeu, remexendo numa esferográfica.

Aquele factor soava estranho e bizarro para Gordon. Sabia dos vampiros, que se alimentavam de sangue, mas aqueles seres tinham uma estranha forma de se alimentarem. E isso pareceu interessante para Gordon. E, mais ainda, começava a acreditar quase piamente nos Loorfins.

- Aqui nestas folhas tenho as analises que fiz ao sangue da bebé. – Francis estendeu umas folhas a Gordon. Podiam ler-se várias fórmulas e anotações. – Levei a noite a trabalhar no caso da pequena e gostava que espreitasse o meu microscópio. – O médico levantou-se e foi até ao microscópio, espreitando a pesquisa. – Espreite. – Incentivou a Gordon. Na placa de vidro, viam-se células com formas estranhas apoderarem-se das células humanas que ainda restavam naquela prova. – A sua filha sofreu uma mutação genética. Essas células são de Loorfins e as que estão a ser devoradas são as humanas. Muito em breve deixaram de existir células humanas no corpo dela. – Francis regressou à sua secretária e Gordon seguiu-o. – Mas não se preocupe, ela continuará com aspecto humano.

Agora, Gordon já conseguia acreditar na história. Mas ainda queria ver a filha. Tinha medo que ela estivesse deformada, ou que o atacasse, como atacara Dorah.

Ok, era demasiada informação e emoção para um só dia.

- Vá para casa e descanse. –
Aconselhou o médico. – Regresse mais tarde para ver a sua filha. Ah, e prepara-se para as manifestações de raiva ou qualquer outro sentimento. Sempre que a luz for abaixo ou ouvir trovões, já sabe o que é. E nunca mostre medo. – Conselhos a guardar e fixar, definitivamente.

A sua vida acabara de dar uma volta de trezentos e sessenta graus e algo lhe dizia que ainda tinha muito que ver e aprender. Se fosse mesmo verdade.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Set 18, 2010 9:45 am

Esta muito giro!
Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Dom Set 19, 2010 7:15 am

Wow... Muito wow!!
Ela era só um bebé e já conseguiu fazer aquilo à mãe :O

Gosto da tua imaginação ^^

Mais Very Happy

Beijinhos**

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 22, 2010 8:32 am

Olá! Muito rapida e resumidamente sobre o que tenho a dizer hoje: gosto deste e façam figas para eu terminar uma coisinha que estou a fazer +.+ Já para não falar de que me fizeram corar que nem uma lagosta com 'isto é melhor que Saramago', dito por uma 'amigo' meu *w* Nunca me tinham dito isto, coise .__. *cala-se*

Beijinhos.



CAPÍTULO 17

26 de Agosto de 2013

Baixou a tampa do portátil quando viu que estava na hora de sair. Envergou as calças de treino largas, o top vermelho justo que lhe mostrava o umbigo e os ténis do ginásio. Agarrou na mala onde guardava alguns pertences e saiu do quarto. Precisava que um dos gémeos lhe desse boleia até ao ginásio; o seu carro fora para a oficina porque o pedal da embraiagem partira-se, num dia em que Helly saíra à presa, ansiosa por encontrar alguém que a saciasse. O resultado não fora muito positivo e não fora por causa da peça do carro. Fora porque acabara por se alimentar em Jake; ele mesmo se oferecera.

Para além de atencioso e irresistível em termos físicos, Jake “assinara” um acordo com ela: sempre que tivesse fome, que o procurasse. E o moreno era um autêntico poço de energia. No entanto, acabavam sempre da mesma maneira: na cama. Helly dizia-lhe bastantes vezes de que se satisfaziam um ao outro, e não era de todo mentira.

Quando chegou à sala de estar, viu Tom, sozinho. Estava distraído a tocar guitarra e não se ouvia mais nada a não ser a guitarra. Adorava ver Tom tocar. Adorava a forma como ele se entregava de corpo e alma à melodia e, sobretudo, a sentia.

Quando Tom deu conta que estava a ser observado, parou de tocar e sorriu para Helly.

- Estás pronta? – Perguntou ele, pousando a guitarra no suporte.

- Como sabias que te ia pedir boleia? – Devolveu ela, rindo-se.

- Falta o teu querido Chevrolet Spark na garagem. – Respondeu ele, salientando a palavra ‘querido’. – E contas-te o que aconteceu ao carro…

- Ah, pois… -
Helly mordeu o lábio ao relembrar factores que omitira.

- Se a abécula do Liam se chegar a mim… - Tom pegou nas chaves e saiu, com Helly a segui-lo. – É com que o mantenhas longe de mim, os meus níveis de auto-controlo estão a ficar baixos.

Helly riu, sonoramente. – É hoje que tu e o Liam se assumem?

- Quê?! Por quem me tomas, Hellionor Trümper? Eu sou muito macho!
– Tom destrancou o carro e ambos entraram.

- Acho que, a partir do dia em que o Liam revelou interesse por ti que a tua reputação ficou manchada… - Troçou a rapariga, exibindo um sorriso trocista. – Começo a duvidar disso aí, Tommy… - A rapariga apontou indirectamente para as calças de Tom, fazendo-o abrir a boca, espantado com o que ouvia, e soltar um silvo.

- Queres provas, é? – Devolveu, sorrindo maliciosamente. – A menos que retiras o que disseste, ou vais a pé para o pavilhão.

- Não eras capaz de fazer isso à tua maninha! E provavas-me como? –
Acrescentou, adivinhando o que Tom fosse dizer.

«Maninha, diz ela…»

Tom sorriu, pervertidamente, e saltitou no bando do condutor apenas com o rabo, enquanto mexia no seu piercing labial.

- Isso querias tu, Tom Kaulitz! Isso queria tu! – Guinchou ela, rindo-se dos disparates dele. Sexaholic, mas nem tanto…

- Ah, claro, e vais dizer que não gostavas de passar uma noite comigo? – Ele dissera aquilo de forma tão séria que deixou Helly chocada e boquiaberta. Ia responder-lhe, mas calou-se. Sentiu as bochechas arder ao ver certas imagens assombrar-lhe a mente e olhou para o exterior.

Quem cala, consente, pensou. Mas que se lixe. Tom também não contestou.

Quando chegaram ao pavilhão ninguém estava lá fora, à espera. Calculava que já estivessem lá dentro, a preparar as coisas para ensaiar.

- Se eu sair do pavilhão e não te disser nada, já sabes o que é. – Avisou Tom, passando a porta de vidro. Helly olhou para os olhos dele e viu-os negros.

- Tens a certeza que queres ficar…?

- Sim, quero assistir e ver a vossa dança, gosto muito de vos ver dançar… -
Respondeu. Mas Tom começava a sentir-se nervoso e não sabia até quando conseguia aguentar.

- Está bem. – Acedeu Helly, encolhendo os ombros.

Quando ambos entraram no recinto do pavilhão, Grace e Liam encontravam-se junto da aparelhagem a conversar e Jake um pouco mais afastado deles, a fazer exercícios de aquecimento.

- Espera. – Interceptou Tom, agarrando-a por um braço. – Ando para te perguntar isto há dias, mas esqueço-me sempre: o que fazemos com o Bill e a Grace? Ele não me engana quando diz que não quer tentar nada com ela. Sinto que quer tentar mas só não sabe como.

Helly mordeu o lábio inferior, a pensar. – Talvez se a convidássemos a ir lá a casa e deixá-la sozinha com o Bill… Poderia resultar.

Tom riu. – Sim, mas tem de ser num dia em que o Bill estava totalmente sóbrio, ou depressa ficamos sem cunhada.

Helly explodiu numa gargalhada. – Pois, é melhor. Temos de ver como é que ele está e só depois é que podemos avançar.

Tom olhou por cima do ombro de Helly e viu Grace. – Ok, vamos calar-nos, a Grace vem aí.

Numa fracção de segundos, Grace surgiu ao lado dos dois e cumprimentou-os com dois beijos na cara.

- Helly, estás pronta?

- Sim. Está tudo a postos ou precisam de ajuda para alguma coisa?

- Não, podemos começar. Então, Tom, é hoje que danças connosco?

- Ahm… não me parece. –
Respondeu Tom, fazendo um trejeito com os lábios. – Embora já saiba a coreografia de cor…

- Boa! Então, se precisarmos de ti, podemos chamar-te. –
Grace mostrou-lhe a língua, fazendo-o rir.

- Duvido muito, mas está bem.

Os três riram em conjunto e as duas raparigas posicionaram-me ao lado dos rapazes. Tom carregou no ‘play’ e a música soou. A junção de todas as músicas da coreografia fazia Tom arrepiar-se. Era a junção perfeita entre a coreografia e as músicas escolhidas. E a coreografia tinha uma história: retratava, principalmente, a violência doméstica. Contava a história de dois jovens namorados (interpretados por Jake e Helly) que têm uma grande discussão e ele chega a bater na namorada. No fim, a rapariga acaba por falecer e dá-se o desfecho da história.

O que Tom mais gostava na coreografia eram os mortais de Helly sempre que Jake simulava um empurrão. Parecia-lhe tão real que chegava a esmurrar as costas contra a parede com a emoção. Podia ver como Helly se dedicava cem por cento à sua paixão pela dança. E gostava do que via. Muito.

Quando o grupo parou para descansar, Tom foi buscar garrafas de água, dando uma a cada um.

- Então, que tal a coreografia? – Perguntou Liam, surgindo ao seu lado. Aquela aproximação fez o âmago de Tom retrair-se, mas tentou ao máximo exibir um semblante amigável.

- Está muito fixe… - Respondeu Tom, pondo um sorriso amarelo; não conseguia algo mais simpático que aquilo. – Podem continuar o bom trabalho. – Liam sorriu-lhe de uma maneira tão atrevida que aquilo não lhe agradou, de todo.

- O bom trabalho não termina aqui, é lá, como fazem a Helly e o Jake… - Falou o loiro, com tom de voz malicioso e muito próximo de Tom.

- Que bom trabalho? Que queres dizer com isso? – Perguntou Tom, com voz gutural; embora a sua maior vontade fosse vomitar em cima dele.

- Sabes muito bem o que quero dizer… - Liam estava tão próximo que conseguia sentir a respiração quente dele na sua cara. E percebeu onde pretendia chegar.

- Ora, sua grandessíssima libelinha…! – Tom enfureceu de tal forma que os seus olhos se devem ter tornados tão escuros como a noite.

Naquele instante, perdera o controlo em si e acontecera tudo muito rápido. Empurrou Liam com demasiada força contra o chão, magoando-o e deixando o loiro apavorado. Tom saltou-lhe para cima e agarrou-lhe os braços, pronto para sugar toda a energia que portava, mas Helly recorreu à sua força e empurrou-o contra a parede, a alguns metros de distância, ouvindo-se um grande estrondo e um rugido da parte de Tom. Pegou na t-shirt de Liam e levantou-o, apontando-lhe o dedo indicador.

- Ou te afastas do Tom ou sais da equipa! – Vociferou Helly, extremamente zangada. Podia notar-se no tom de voz dela, demasiado gutural e assustadora, e nos olhos demasiado abertos dela.

- Desculpa… - Murmurou Liam, desviando os olhos dos dela.

- Acho bem que peças desculpa, essa brincadeira podia ter-te custado a vida! – Tornou a gritar, mas desta vez em tom mais baixo. – E é ao Tom que tens de pedir desculpa, não a mim.

Helly soltou a t-shirt do loiro e alcançou Tom. – Contigo, falo mais tarde. – Avisou, olhando-o intensamente. – Agora, desaparece, Tom.

Tom desencostou-se da parede, ainda ofegante, e saiu do pavilhão, sem proferir uma palavra. Mas Helly não deixaria de se preocupar com ele, mesmo estando muito zangada. Podia lixar-se para o assunto e ele que se desenvencilhasse, mas como melhor amiga dele, preocupar-se-ia. Tom estava completamente irado e sedento. Se se descontrolasse, podia fazer imensos estragos e ninguém estaria lá para o deter. Só Helly, Bill e Simone o eram capaz de parar, porque eram as pessoas em quem ele mais confiava.

Restava-lhe esperar.

N/A: A minha Helly é forte, \m/
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 22, 2010 9:02 am

O Tom passou-se!! Que medinho :/
Este capítulo foi muuuuuito fixe!
E vou fazer figas com muita força para conseguires acabar o que queres *-* é sempre um prazer ver os teus trabalhos *-*

Quero mais!! ^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 22, 2010 12:00 pm

Kelly escreveu:
O Tom passou-se!! Que medinho :/
Este capítulo foi muuuuuito fixe!
E vou fazer figas com muita força para conseguires acabar o que queres *-* é sempre um prazer ver os teus trabalhos *-*

Quero mais!! ^^

Passou-se por a) não é gay xD; b) tinha fome x). Da próxima vez que o Liam se meter com ele, que se lembre que está a lidar com um Loorfin e que pode muito bem ser a última vez que o vê x)
A parte que eu mais gosto neste capítulo é a do fim *w* Quando a Helly atira com o Tom contra a parece e quando lhe diz 'desaparece, Tom' xD Imaginei essa cena tão bem, aw +.+
Espero mesmo acabar a surpresa hoje, senão, só já sábado .__.
Obrigada «3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 22, 2010 12:21 pm

Esta muito giro!
Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 22, 2010 1:36 pm

Bri. escreveu:
Kelly escreveu:
O Tom passou-se!! Que medinho :/
Este capítulo foi muuuuuito fixe!
E vou fazer figas com muita força para conseguires acabar o que queres *-* é sempre um prazer ver os teus trabalhos *-*

Quero mais!! ^^

Passou-se por a) não é gay xD; b) tinha fome x). Da próxima vez que o Liam se meter com ele, que se lembre que está a lidar com um Loorfin e que pode muito bem ser a última vez que o vê x)
A parte que eu mais gosto neste capítulo é a do fim *w* Quando a Helly atira com o Tom contra a parece e quando lhe diz 'desaparece, Tom' xD Imaginei essa cena tão bem, aw +.+
Espero mesmo acabar a surpresa hoje, senão, só já sábado .__.
Obrigada «3

Sábado já não é mau! Mas hoje era melhor Very Happy Mas se for só sábado, no boa ^^
Tenho dúvidas em relação à alínea a)... *ai que o Tom ainda me vem cá bater :O*

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Set 24, 2010 2:54 pm

Kelly: Nããão, credo, o Tom não é gay, nem consigo imaginá-lo assim .___. Se bem que já sonhei uma vez que o era xD

btw, a dita coisa que referi que queria acabar, é isto:



Não me batam, bitte >.<
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Set 25, 2010 11:59 am

Sim, gosto deste. Sim, quero despachar isto. Sim, ando com a fic pelos cabelos. Sim, está a tornar-se cada vez mais complexa para a minha cabeça. E gosto do rumo que está a levar a partir do próximo capítulo.

Beijinhos.



CAPÍTULO 18

27 de Agosto de 2013

O Sol ainda mal tinha nascido e Tom encontrava-se no jardim da sua casa. Recusava-se a fazer barulho e entrar pela porta principal. Para além de estar trancada, não havia chave suplente escondida debaixo do vaso das flores. Restava-lhe entrar por uma janela. As do andar inferior estavam todas fechadas, só uma do andar superior é que estava aberta e era a do quarto de Helly.

Subiu os pilares da varanda e passou o friso das paredes, com cuidado. Quando chegou à janela dela, empurrou-a devagar e espreitou lá para dentro, verificando se não havia algum objecto a obstruir-lhe o caminho. Como não havia nada, sentou-se no parapeito da janela e passou as pernas para dentro, entrando.

Helly dormia, serenamente, tapada apenas por um lençol. Não sabia se lhe devia um pedido de desculpas pelo sucedido, mas fora Liam que começara com as suas… coisas de gay. Alguém lhe tinha de dizer que não era homossexual, e a melhor pessoa para o fazer era o próprio Tom.

Encostou a janela e caminhou, pé ante pé, para a porta, com destino ao seu quarto. Olhou uma última vez para Helly e encostou a porta do quarto. Quando chegou aos seus aposentos, descalçou-se e deitou-se com a roupa que envergava, adormecendo logo de seguida.


[…]

Helly empurrou a porta do quarto de Tom e espreitou lá para dentro. O rapaz dormia profundamente, estiraçado na sua cama, com os braços para um lado e as pernas para outro, ocupando o espaço todo. Era uma visão engraçada e fez Helly rir, baixinho. Não sabia ao certo há quanto tempo dormia, mas visto que já passava das quatro da tarde, Tom já devia dormir há bastantes horas!

- Tom… - Chamou Helly, abanando-o. Ele grunhiu. – Tomizão, acorda…

Tom suspirou e espreguiçou-se, continuando de olhos cerrados. – Mas a quem é que estás a chamar Tomizão? Perguntou, adormecido.

- A ti! – Respondeu ela, rindo-se. – Vá lá, preciso que me leves ao pavilhão… - Pedinchou, tal e qual uma criança a pedir um doce.

- Porque é que não pediste ao Bill? – Resmungou, esfregando os olhos.

- Porque ele saiu e só tu é que estás em casa!

Tom bufou e decidiu-se, finalmente, a abrir os olhos, olhando para Helly. – As coisas que eu faço por ti! – Enfatizou, fazendo Helly mostrar-lhe a língua. – Vou só tomar um banho rápido e já vamos.

- Está bem, vai lá. –
Acedeu a rapariga. – Mas não te demores!

Tom acedeu e depositou um beijo sonoro na bochecha dela, recebendo outro em troca. Tirou uns boxers da gaveta e entrou na casa de banho, ao lado do quarto de hóspedes. Quando acabou de se enxaguar, limpou-se numa toalha e vestiu os boxers, saindo assim da casa de banho. Poderia ter-se surpreendido por encontrar Helly ainda no seu quarto, recostada na sua cama enquanto brincava distraidamente com uma madeixa do seu cabelo, mas aconteceu exactamente o contrário. Encostou a porta do quarto, não se inibindo de estar apenas de boxers envergados, e tirou uma t-shirt e umas calças do guarda-roupa, pousando ambas as peças na cama.

Helly deixou de prestar atenção às pontas espigadas do seu cabelo quando percebeu que Tom não estava vestido. Oh, meu Deus, pensou. Quando perscrutou o corpo do rapaz, sentiu-se enrubescer e, tentando ao máximo abstrair-se do tronco em forma de tablete de chocolate dele, voltou a pegar numa madeixa de cabelo e examinou os cabelos espigados, sentindo-se afundar na cama e o coração galopar velozmente.

- Estás bem, Helly? – Perguntou Tom, franzindo o cenho.

- Estou. – Respondeu ela, falhando na voz.

Mas Tom não se deu por convencido e gatinhou na cama, ficando por cima dela. – Tens a certeza? Não estás lá com muito boa cara… - Observou, perscrutando-a de alto a baixo. Mordeu o lábio inferior quando viu o ventre descoberto dela e, apercebendo-se disso, olhou para Helly, mas ela não o olhava. Sentia-a nervosa debaixo de si e sabia ao que isso se devia, mas, controlando os seus impulsos, saiu de cima dela. Ela mordeu o lábio e suspirou de alivio.

- Eu estou bem… - Assegurou ela, embaraçada. A sua voz voltara a falhar. Aclareou a voz e levantou-se da cama, sem olhar para o rapaz. – Veste-te e despacha-te. – Disse, sentando-se na secretária de Tom e ligando o computador.

Enquanto bisbilhotava o que havia de novo na Internet, sentia cada movimento de Tom atrás de si enquanto se aprontava. Ele não dizia nada e Helly recusava-se a relembrar sequer do que se passara na cama dele. Fazia-lhe lembrar os primeiros tempos na companhia de Jake, em que levavam o tempo a seduzir-se um ao outro. Não sabia ao certo se Tom tinha segundas intenções naquilo que fazia, mas conhecia-o e conhecia-se bastante bem.

Juntá-la com Tom não daria bom resultado, de todo. Bom em sentido figurado.
Seria pura luxúria, nada mais.
E nada má ideia…

[…]

- Ah, merda! – Gritou Jake, agarrado ao seu pé esquerdo.

- Estás bem? – Socorreu Helly, correndo para ele. Jake executara um mortal para trás, mas a queda não correu bem e torcera o pé.

- Dói… - Queixou-se, apertando o pé, desejando que a dor acabasse.

- Deixa-me ver. – Pediu a rapariga. Jake desceu a meia e Helly usou a sua sensibilidade para apalpar o pé dele. Aquilo não era bom. Segundo os seus saberes, Jake sofrera uma distensão muscular. – Vais ter de ir ao hospital. Acho que sofreste uma distensão muscular…

- Oh, não… Isto não é bom… -
Lamentou Jake, batendo com os punhos no chão. – A actuação é amanhã, como é que eu vou dançar?

- Não sei… -
Suspirou Helly. – Mas não vais poder fazer esforços nos próximos tempos.

- Era só o que me faltava, agora…

- Eu posso levar-te ao hospital. –
Ofereceu-se Tom. – Vocês precisam de ensaiar para amanhã, se forem, perdem tempo.

- Está bem. –
Assentiu Helly. Virou-se para Jake e pousou-lhe as mãos no rosto, beijando-lhe a testa. – Fica bem.

Jake retribuiu o carinho, mas beijou-lhe os lábios. – O Tom é fixe, fico em boas mãos. – Disse ele, olhando para Tom e rindo-se. Tom também riu, mas não fora pelo que Jake dissera, fora pelo que vira.

Helly ajudou-o a levantar-se juntamente com Tom. Os dois encaminharam Jake para o carro de Tom, sentando-o no lugar do pendura. Despediram-se da rapariga e Tom arrancou até ao hospital. Enquanto guiava, Jake lamentava-se por não poder actuar no dia seguinte e o transtorno que isso lhe provocava. Mas Tom sabia que Jake estava a mostrar-se forte, pois sabia que ele estava cheio de dores e tentava ao máximo conter-se para não gritar.

Ao chegar ao hospital, ajudou o moreno a sair do carro e encaminhou-o para dentro. Rapidamente foi atendido. Fez um raio-X – que não acusou qualquer fractura -, o médico examinou-lhe a zona que inchara e concluiu que se tratava de uma distensão muscular, tal como Helly lhe dissera. O médico receitou-lhe uns analgésicos e deu-lhe um par de muletas.

- Eu levo-te a casa. – Ofereceu Tom. Pois, se o tinha levado até ali, também o podia levar a casa, não custava nada.

- Obrigado. – Agradeceu Jake.

Tom pegou no envelope com o raio-X e na receita dos analgésicos de Jake e partiram até à casa do rapaz. O moreno deu-lhe as indicações da sua casa e, quando chegaram, Tom viu que Jake morava ao lado de Andreas.

- Tive uma ideia! – Proferiu Jake, fazendo Tom sobressaltar-se. – Tu podias dançar amanhã, no meu lugar!

- Ahm?! Não, de todo! –
Recusou Tom, rindo-se. – Porquê eu?

- Tu assistis-te à maioria dos ensaios, senão mesmo todos, já deves saber a coreografia de cor.


Sim, era verdade. – Não sei… - Tom fez um trejeito.

- Vá lá, meu. Não custa nada, são cerca de dez minutos ao todo, mais ou menos… - Tom pensou na hipótese. – Vais gostar…

Tom olhou para ele, pensando se haveria de aceitar ou não. Era verdade que sabia a coreografia de cor, mas estava gravada na sua cabeça como se de um filme se tratasse. Provavelmente, se tentasse executar os passos, não seria capaz de fazer nada. Mas tentar não custa, não é verdade? Talvez arriscasse. Mas primeiro teria de falar com Helly e tentar os passos com ela.

- Eu tento e logo se vê. – Declarou Tom.

- Boa! – Exclamou o outro. – Vou sentar-me na primeira fila, vai ser um dia memorável…

- Porquê?

- Porque vou ver a Helly dançar. –
Porque é que aquela resposta não surpreendeu, minimamente, Tom? – Desde que nos juntámos que danço sempre com ela, vai ser diferente se pertencer ao público. – Mas o de tranças ficou confuso. Jake riu-se perante a cara de Tom. – Vive-se o espectáculo de outra forma, percebes? Não é a mesma coisa se eu actuasse com ela. Desencadeia outras sensações…

Tom percebeu. E estava na cara dele que gostava imenso de Helly, embora fosse apenas ‘amor de cama’. Mas nenhum dos dois podia negar que se adoravam, mesmo que fosse minimamente. E, por algum motivo, eram amigos e estavam juntos há mais de três anos.

Tom despediu-se de Jake, partindo em direcção a casa. E, quanto guiava, pensava na proposta, decidindo-se por aceitá-la.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Set 27, 2010 11:02 am

Bri. escreveu:

btw, a dita coisa que referi que queria acabar, é isto:



Não me batam, bitte >.<


Wow... Está muita lindo *-* Quase só fotozinhas do Tom Razz
Está muito fixe, a sério. E a música assenta mesmo bem, é linda ^^
Vou ler o capítulo xD

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Set 27, 2010 11:10 am

O Tom vai dançar, o Tom vai dançar *põe-se feita maluca a dar saltinhos*
E vai dançar com a Helly Razz e vão ter que ensaiar... Razz
Aquela cena na cama dele foi muito... quente? Razz

Deixaste-me com água na boca com este capítulo *-*
Como é óbvio (se não é, devia ser), quero o próximo!!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Set 27, 2010 12:46 pm

Kelly: Gostas-te do video? Aww, obrigada *-* Ya, a música é lindissima e é uma das minhas preferidas dos The Fray :3 Só Deus sabe o que eu já chorei com a bendita música, jeez .-.
Quanto ao capítulo: Sim, a cena na cama do Tomz foi quente e bem quente +.+ É a minha parte favorita do capítulo (a) Amanhã em principio posto (: E tenho a sensação que vais gostar e muito xDD Mas é só um palpite...
Obrigada +.+ Beijinhos *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 29, 2010 10:34 am

a) Vocês vão matar-me com este capítulo x_x
b) Este capítulo deve ter uma pitada de tudo: Amor, mistério, quase-sexo, conversas parvas, um beijo que diz-se que foi por impulso... E acho que é só xD
c) Gosto deste.
d) Continuo a achar que vocês me vão matar .-.

Enjoy it!



CAPÍTULO 19

30 de Agosto de 2013

Era, provavelmente, o único que não estava nervoso. Helly, Grace, Liam… estavam os três nervosos. Helly arranjava as roupas de Tom, sujando-as e rasgando-as, dando-lhe um aspecto gasto.

- Então o Jake? – Questionou Tom, aproveitando que estavam sozinhos na sala.

- Já deve estar sentado, porquê?

- Não é isso que eu quero saber. –
Helly olhou-o, franzindo o cenho. – Tu e o Jake…

- Eu e o Jake? –
Não estava a perceber onde é que ele queria chegar. Mas depois, como se o sorriso trocista dele não o denunciasse, entendeu. – Ah! Estou a ver… Nem penses que me sacas alguma coisa. – Acrescentou.

- Já sei que se foderam, o Liam disse-me antes de eu o ter atacado, no outro dia… - Helly bateu-lhe no braço, indignada.

- Modera a linguagem, idiota, não estás em casa! – Repreendeu ela, fazendo Tom rir.

- Mas é verdade, não é? – Tom insistiu.

- É.

- E mais do que uma vez, verdade?

- Sim.

- Não precisas de dizer mais nada. –
Riu-se Tom, gozando-a. – Gostas dele…

- Não! –
Por aquela resposta é que Tom não esperava.

- Então? – Helly fez um rasgão na blusa de Tom, fazendo-o encolher a barriga. – Devagar, querida, assim dói! – Ele dissera aquilo de maneira tão sedutora que fez Helly esbugalhar os olhos e dar-lhe um empurrão. – Estás a mudar de assunto, minorca! Mas aqui não pode ser, está quase na hora e ainda somos apanhados…

- Chega! –
Vociferou Helly, afastando-se dele, irritada. Tom sabia bem como a irritar, mas sabia que aquilo tudo se devia ao facto de querer saber mais acerca dela e de Jake. – És pior que o teu irmão, fogo!

- Duh! Somos gémeos, lembras-te? –
O rapaz fez um gesto com a mão, dando depois um safanão nos cabelos dela, não obtendo resposta. – Por falar no Bill, será que ele já aí está? – Helly encolheu os ombros como resposta enquanto arrumava as maquilhagens. – Não o notas afastado de nós?

- Sim, já tinha reparado… -
Concordou a rapariga, guardando uma das caixas na mochila. Depois, pegou numa t-shirt limpa de Tom e atirou-lha. – Veste isso.

- E não o notas… mais apaixonado? –
Voltou a perguntar ele, despindo a t-shirt rasgada e envergando a limpa.

- Por acaso noto, agora que falas nisso… - A rapariga virou-se para ele e elevou uma sobrancelha. – Era bom que o amor dele fosse correspondido. Fariam um bom par. – Divagou, sorrindo parvamente com as imagens que lhe passavam pela cabeça ao imaginá-los juntos. Recompôs-se e olhou para o relógio no pulso. – Está quase na hora. Nervoso?

- Nem um bocadinho. –
Assegurou o de tranças, rindo-se, pervertidamente. – E tu também não me pareces muito nervosa, pelo menos agora.

- Pois, mas estou. –
E ela mordeu o lábio inferior.

Tom aproximou-se dela e abraçou-a, tentando acalmá-la. Beijou-lhe a testa e ela beijou-lhe o queixo, já que não chegava mais acima. Mas ele foi mais atrevido e beijou-lhe os lábios, levemente. Helly sentiu um choque quando os lábios dele embateram nos seus e rapidamente se afastou, olhando-o, chocada.

- Porque é que me beijas-te? – Perguntou ela, tropeçando nas palavras.

- Apeteceu-me. – Respondeu ele, com um encolher de ombros. Helly continuou chocada. – Pronto, desculpa…

A voz de Grace fez-se ouvir do outro lado, chamando por Helly. – Não voltes a fazer uma dessas! – Ameaçou Helly, apontando-lhe um dedo. Estava a conter-se para não lhe bater e gritar. – Está na hora, vamos.

Helly ficara perturbada com o beijo de Tom e ele dera conta disso. Ou não voltaria a fazê-lo ou sim, qual era o problema? Beijos como aquele não tinham qualquer significado. Ou tinham? Tom achava que não. A não ser… desejos recalcados. Mas não. Aquele beijo fora mero impulso, mais nada.

Havia um número razoável de pessoas na plateia. Distinguiu Jake, na primeira fila tal como prometera, e algumas filas atrás, Bill, Gordon e Simone. Helly ficou feliz por ver o seu pai a assistir, mas ao mesmo tempo, sentiu-se estremecer por dentro com os nervos.

Uma senhora, que fazia parte da organização, fez a apresentação do grupo e mandou-os entrar. As palmas soaram e Helly sentiu as pernas encravadas, não conseguindo mover-se. Tom empurrou-a ligeiramente e ela caminhou para a área da dança, posicionando-se no devido lugar. O coração batia velozmente nas suas costelas, a respiração estava ofegante e estava muito nervosa. Respirou fundo e imaginou que não estava ali ninguém a olhá-la, pensou que estava num ensaio.

A música começou. Os primeiros segundos da primeira música eram para a exibição dos rapazes e só depois era a vez das raparigas. E, ao mesmo tempo que se exibiam ao público, a história desenrolava-se. Helly e Tom, o casal da história, aproximaram-se um do outro quando a segunda música rodou. É aí que começam a namorar, simulando um beijo nos lábios. Na terceira música mostra-se Tom embriagado que bate em Helly e ela simula uma queda, executando um mortal para trás. Na quarta música Tom continua a bater em Helly e ela acaba por falecer. Tom acaba na miséria, caído no chão ao lado de Helly, com a t-shirt que ela rasgara de propósito. A coreografia terminou e as palmas soaram.

Tom levantou-se e ajudou Helly para se juntarem os quatro e agradecerem ao público. Quando saíram do palco, Helly emitiu um guincho de histerismo e pulou de alegria.

- Nós conseguimos! – Exclamou Grace, abraçando, fortemente, Helly. Ela correspondeu ao abraço e saltaram, alegres.

- Estamos todos de parabéns! – Felicitou Tom, abraçando as duas raparigas.

Liam juntou-se ao abraço de grupo, colocando-se um pouco à defesa com medo de Tom, mas ele não pareceu importar-se. Jake apareceu os bastidores e juntou-se ao abraço deles.

- Vocês estiveram fantásticos! – Felicitou ele, apoiado no pé são. – Tenho que te dar os parabéns, Tom. Estiveste muito bem.

- Obrigado. –
Agradeceu o de tranças, chocando um punho com o de Jake.

Os cinco amigos separaram-se e Helly virou-se para Jake e beijou-o, sendo imediatamente correspondida. Mas Tom pigarreou, interrompendo o beijo deles.

- Calma aí! Deixem-me sair daqui e já podem fazer o que quiserem… - Troçou ele, passando no meio deles e avançando para a saída. Helly deu-lhe um empurrão, fazendo-o rir, e ele saiu.

- Não ligues ao que ele diz… - Murmurou Helly contra os lábios de Jake, beijando-o.

- Não ligo. – Acedeu ele, debaixo dos lábios dela.

Helly sorriu debaixo do beijo e encostou-se mais ao corpo dele. As mãos dela vaguearam no pescoço e nuca do rapaz, arranhando-o, e ele puxou-a para o seu colo, sentando-a numa mesa de madeira lá existente. Vagueou as mãos pelo ventre descoberto e entrou no top, chegando a puxá-lo. Mas as mãos dela impediram-no e quebrou o beijo.

- Aqui não. – Disse ela, ofegante. – O meu pai vai estranhar, se demorar…

Jake sorriu, pervertidamente. – Está bem. – Acedeu. Desencostou-se da rapariga e ela desceu da mesa, ajeitando a roupa e o cabelo.

Ambos saíram dos bastidores e foram até à plateia, onde se encontravam Tom, Gordon e Simone. Faltava Bill e Grace. E isso soou-lhe suspeito.

- O teu pai acabou de me dizer que danças-te pessimamente mal e que eu fui uma autêntica estrela! – Gracejou Tom, picando-a.

- Ele está a gozar, não está, pai? – Perguntou ela, assustada.

- Está. – Assegurou Gordon, rindo-se. – Estiveste muito bem, filha. Quero estar cá para assistir a mais actuações como esta!

- É claro que vais cá estar, pai! –
Helly abraçou o seu pai. – Obrigada. O Bill?

- Ele estava aqui agora mesmo, com a Grace, mas entretanto não sei onde se meteram… -
Respondeu Simone, olhando em volta.

Os olhos de Helly esbugalharam-se. – Oh, meu Deus! – Exclamou, histérica. Bill junto a Grace só poderia significar uma coisa.

- Que foi, filha? – Perguntou Gordon, confuso. Helly olhou-o.

- Nada, nada… - Respondeu, recompondo-se. – Tenho sede. Anda comigo, Tom.

Sem dar tempo ao rapaz para responder, arrastou-o para a zona dos bares, pedindo uma garrafa de água pequena. Bebeu um trago, deixando a garrafa a meio.

- Eu esclareço-te: sim, o Bill decidiu avançar. Sim, o Bill está com a Grace. E sim, eles curtiram. – A última frase fez Helly cuspir a água que tinha na boca, quase molhando Tom. – Ias-me molhando, parva!

- Eles o quê?! Tu estás a dizer-me que eles…

- Curtiram, Helly, foram só uns beijinhos e mais nada. Ou, bem… visto que já estão a demorar… -
Acrescentou Tom, olhando as horas no telemóvel.

- Como é que a Grace aceitou ir com ele assim, sem mais nem menos, se é a primeira vez que estão juntos?

- Quem te garante? Eles já estiveram juntos antes. –
Esclareceu Tom. Helly continuou chocada. – Fecha a boca, Helly. Olha a mosca. – Aconselhou, rindo-se.

- A minha alma está parva… - Disse ela, inexpressivamente. – Como é que a Grace nunca me contou?

- Não quis contar, talvez. –
Deduziu ele, soando como uma interrogação.

- Mas ela conta-me sempre tudo! – Guinchou, histérica. Bebeu mais um trago de água. – Meu Deus…

- Não te serve de nada ficares assim. Se eles não avançassem, avançaríamos nós, lembras-te?

- Sim, mas… -
Esquecera-se do que falara com Tom há uns dias. Ele tinha razão. Até fora melhor assim. – Tens razão.

Os dois ficaram por ali na conversa e observando as barracas com diversos trabalhos manuais. Alguns minutos depois, Bill e Grace vislumbraram-se no meio das pessoas que se passeavam por ali. E cada um mais sorridente que o outro. Não enganavam ninguém!

- Sejam bem aparecidos, meus meninos! Enfatizou Helly, saudando os ‘apaixonados’.

- Fomos apanhados. – Murmurou Bill ao ouvido de Grace. Ela riu-se e corou. – Então, onde iam? – Perguntou, mudando de assunto.

- Íamos dar uma volta, por aí, mas já que fazem tanta questão de andarem apenas os dois… - Respondeu Helly, sorrindo travessamente.

- Mas agora podemos ir os quatro, não é Bill? – Grace chamou a atenção de Bill, tocando-lhe no braço.

- Sim, sim, podemos! – Concordou ele.

- Mas primeiro, a Helly vem comigo à casa de banho.

- Está bem, Gracie linda. –
Acedeu Helly, mostrando-lhe a língua.

Grace enlaçou os braços ao da amiga e dirigiram-se às casas de banho. A loira entrou num dos cubículos e a outra ficou de fora, à espera.

Sentou-se aos lavatórios mas foi surpreendida pela torneira que se abrira atrás de si. Desencostou-se, assustada, e as outras duas torneiras lá existentes também se abriram de repente, expelindo água com imensa força. Antes de Helly raciocinar o que pudesse ser, uma mensagem surgiu no espelho em letras maiúsculas e pintadas de vermelho:

«Amanhã, não saias de casa para bem de todos.»

As letras apagaram-se assim que acabou de ler a frase e as torneiras fecharam-se. Acontecera tudo tão rápido que nem tivera tempo de sentir medo ou outro qualquer sentimento. A casa de banho estava intacta, como se não tivesse acontecido nada. Mas o coração começara a bater contra as suas costelas tão rápido que era a única prova de que algo acontecera. E aquilo só podia ser obra de um Loorfin.

N/A: Vão preparando os clinex (ou lá como se escreve/chama) para o próximo. Concelho de amiga :3 Cheira-me que vou acabar o capítulo a chorar feita Maria Madalena T_T
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