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 Obsession - | 23 | - aviso.

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TokioFan
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qui Ago 05, 2010 10:03 am

Adorei!

Posta mais
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Ago 06, 2010 4:59 am

Hey!

Este não tem grande importância, mas dá para rir xD

Cá vai disto:



CAPÍTULO 6

Assim que Helly entrou no carro e fechou a porta, Tom pôs rapidamente o cinto de segurança, respirou fundo e afincou as mãos no banco, receoso.

- Ao menos tens seguro? – Questionou ele, olhando-a. A rapariga revirou os olhos e riu-se.

- Não Tom, não tenho. Ou seja, se eu espetar o carro numa parede e tivermos um acidente, somos nós que pagamos as despesas.

Tom ficou inexpressivo. – E se eu não soubesse que estavas a brincar, já tinha saído do carro.

Helly riu-se, de novo. – Nem o Gordon me deixava sair de carro, se não tivesse seguro.

A rapariga rodou a chave na ignição e o carro – um Chevrolet Spark azul metálico – funcionou à primeira. A música soou a um volume razoável, estava a cantar uma rapariga. Helly reconheceu-lhe a voz e aumentou o som; era de uma das suas bandas preferidas.

Enquanto guiava e desfrutava a música, apercebeu-se do estado tenso de Tom. Sabia por quê que ele estava assim e só lhe apetecia rir. Ao invés disso, decidiu provocá-lo. Fez um pouco mais de pressão no pedal da velocidade e acelerou. Tom olhou para ela, apavorado.

- O que é que estás a fazer? – Perguntou ele, agarrando-se mais afincadamente ao banco.

- É para chegarmos mais depressa a casa da Grace. – Respondeu ela, concentrada na estrada. – Não te esqueças do Bill sedento que deixámos em casa!

- Oh Gott, vou morrer! –
Exclamou ele, tapando os olhos com as mãos.

Helly riu-se a bandeiras despregadas, extremamente divertida. – Não sejas parvo, estava só a brincar contigo…

- Vou dizer ao Gordon! –
Ameaçou ele. Se Helly não estivesse a conduzir, ter-lhe-ia feito uma travessura. – Tu és um autêntico perigo das estranhas Alemãs…

- Espera só até eu decidir viajar de carro para fora da Alemanha… -
Disse ela com um tom de voz malicioso. – Depois já me podes intitular como “Um Autêntico Perigo das Estradas Europeias”! – E a rapariga riu-se, fazendo Tom rir-se também.

- És louca. – Constatou Tom, o que fez Helly rir.

O prédio onde Grace Heinen habitava ergueu-se juntamente com outros prédios e o centro da cidade. Estacionou num lugar livre em frente ao prédio e tocou na campainha correspondente à família Heinen.

- Sim? – Atendeu uma voz feminina. Helly não soube distinguir se se tratava de Emma, da mãe dela ou de outra pessoa qualquer.

- É a Helly. A Grace está?

- Olá Helly! – Saudou a voz. – A Grace desce já.

- Obrigada.

Desligaram do outro lado e Helly encostou-se à parede do prédio, à espera da amiga. Quando a loira saiu para o exterior, Helly avançou na sua direcção e deu-lhe dois beijos nas faces pálidas, cumprimentando-a.

- Espero que não te importes, mas temos companhia, hoje. – Comunicou a de cabelos avermelhados, fazendo um trejeito com os lábios.

- Companhia? Quem? – Quis saber a loira, visivelmente curiosa.

- O Tom. – Respondeu Helly, pegando na mochila de Grace e colocando-a no porta-bagagem.

- O Tom? Eles já cá estão e tu não me dizias nada? – Guinchou ela, incrédula. Helly olhou para a amiga de olhos arregalados, perscrutando o estado quase histérico dela.

- Desculpa… - Disse Helly, fechando a porta de trás. – Não me consigo lembrar de tudo, sabes?

- Ok, ok. –
Anuiu ela, revirando os olhos. – Já devia saber que a minha melhor amiga é uma esquecida e tanto… - Brincou Grace, mordendo o lábio inferior, contendo o riso.

- E eu já devia saber que a minha melhor amiga é uma parva. – Helly riu-se, divertida, e mostrou-lhe a língua.

- Engraçadinha. – Resmungou ela.

As duas raparigas entraram no carro azul metálico e Helly arrancou rumo ao ponto de encontro dos quatro amigos.

[…]

O Pavilhão Municipal ficava numa outra ponta da cidade, perto de uma das piscinas descobertas. De lá, podia ter-se vista para o relvado da piscina, onde as pessoas aproveitavam para repousar e ficar com uma cor mais bronzeada.

Estacionou em frente ao pavilhão e, depois de se certificar que Tom e Grace já não estavam lá dentro, trancou o carro. Liam e Jake já se encontravam à entrada do pavilhão, à espera das suas colegas e a conversar, animadamente.

- Olá, rapazes. – Saudou Helly, aproximando-se deles e dando-lhes um beijo nas faces dos dois. Eles retribuíram e cumprimentaram Grace da mesma forma. – Temos companhia, hoje. – Avisou, referindo-se a Tom. – Não se importam, pois não? Ele quis vir…

- Numa boa, H.
– Disse Liam. O rapaz loiro e de olhos verdes olhou para Tom. – Espero que venhas para nos ajudar com a nova coreografia. – Quando o loiro lhe piscou o olhou e viu o sorriso que lhe exibia, Tom retraiu-se e sentiu um nó no estômago.

Tom sorriu, desconfortável. – Não sei se será boa ideia… A dança não faz bem o meu estilo. – Disse o de tranças, tentando esquivar-se.

- É Hip-Hop, Tom, vais gostar. – Disse Helly, sorrindo-lhe e enlaçando os braços ao de Tom.

- Se quiseres, eu ensino. – Ofereceu Liam, continuando a sorrir-lhe.

Tom também sorriu, mas de uma maneira forçada e desconfortável. Aproveitou que Helly mantinha os braços enlaçados ao seu e puxou-a para longe dos outros três. Helly olhou-o, confusa.

- És doida? Não me disseste que tinhas um amigo gay! – Guinchou Tom, de maneira inaudível para prevenir que alguém dos outros três o ouvisse.

- Desculpa, esqueci-me de te avisar. – Disse Helly, mordendo o lábio inferior.

- Vais ter de me safar dele, ou sou comido vivo.

- Eu não deixo que ele se aproxime, prometo.
– E Helly beijou-lhe uma bochecha, recebendo um sorriso genuíno em troca.

A de cabelos enrubescidos prosseguiu à frente com Tom atrás dela. Juntaram-se aos outros três, Tom sempre atrás de Helly, e entraram no pavilhão.

Estava vazio, tudo o que se ouvia era as vozes dos rapazes do grupo de dança e eco das suas vozes. Grace entrou para um aparte e trouxe de lá a aparelhagem. Os rapazes ajudaram-na a ligar os fios enquanto Helly procurava o CD com a música que iam ensaiar.

Tom observava o que faziam, sem se pronunciar. Gostara da maneira como todos se davam e trabalhavam em equipa, como um autêntico grupo de dança. Só não gostava da forma como Liam o olhava. Um olhar apreciador, sedento, perverso e provocador. Aquilo deixava-o totalmente desconfortável e com um nó no estômago.

Claro que Tom não era gay; tinha aspecto disso? Pela forma como Liam o apreciava, o loiro poderia ter pensado que conseguiria chegar a ele e…

E interrompeu os pensamentos com um piscar de olhos muito rápido e um ligeiro abanar de cabeça. Se ele se aproximasse, pregar-lhe-ia um susto. E depois, talvez se esquecesse.

* * *


N/A: O bom do Chevrolet Spark *snif*: http://2.bp.blogspot.com/_PqhYirkerPo/S8t1WMUUO0I/AAAAAAAANfc/bEYSrYwv1No/s1600/Chevrolet-Spark-prices-detail-800x600.jpg Adoro este carro *___________*
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Ago 06, 2010 5:16 am

Ahahahah este capítulo
Adorei a parte do Liam se começar a fazer ao Tom, que bem feito xD
Primeiro pensei que a Grace é que se ia fazer ao Tom, não esperava que o outro fosse trocar olhares com ele Razz
Quero mais +.+
Beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Ago 06, 2010 8:47 am

Gott, agora o Tom a pensar que pode ter aspecto de gay xD
Coitadinho, o Liam não vai ter sorte nenhuma com ele... Sad xDD

Posta rápido!!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:17 pm

MINHA GENTE, ESTE CAPÍTULO É IMPORTANTE!
E porquê?
Porque vão, finalmente, saber o que são eles :3 Inclusive, o nome fofinho e amoroso que lhes dei x) Ah, e porque é a partir daqui a fic 'começa', por assim dizer. :3 O próximo é a continuação deste.

Não era para postar hoje, mas visto que fiquei com uma súbita vontade de escrever há pouco, achei que devia postar xD

Beijinhos,
Bri



CAPÍTULO 7

De regresso a casa, Helly pôde ver a exaustão de Tom espelhada no seu rosto. Se alguém o visse naquele estado, diria que dançara mais que ela e estivera sem beber água durante dias e dias. Tom parecia um pano seco – o seu olhar estava vazio e longe.

Liam não parara de olhar para Tom. Mesmo enquanto dançavam, o loiro teimava em tentar seduzir o de tranças com os olhares e os sorrisos provocadores que lhe lançava. E no fundo, Helly não conseguia deixar de sentir pena dele mesmo conhecendo demasiado bem Tom e a sua masculinidade impenetrável. Ou seja, bem vistos os factos, Liam tentara Tom, mas sem sucesso, se bem que Liam não ia desistir tão facilmente.

- Oh Tommi, desculpa, a sério. – Desculpou-se a rapariga, entrando pela entrada do jardim de casa e estacionando o carro na garagem. – Devia ter-te avisado que o Liam é homossexual. – Mordeu o próprio lábio, sentindo o âmago de Tom encolhido nele próprio.

- Tens a noção de que vou levar dias e dias a ter o mesmo pesadelo? – Falou Tom em tom de voz mecânico. – Foram as duas horas mais longas da minha vida…

Helly uniu as sobrancelhas, indignada. – Mas ouve lá, afinal tu és macho ou nem por isso? – Aquela pergunta fez Tom rodar a cabeça para a olhar, num movimento muito rápido.

- É claro que sou, parva! – Respondeu ele, num fio de voz.

- Ah, é que com essas lamúrias todas mais parece o contrário! – Protestou ela. – Como é que te deixas-te afectar tanto por… por nada?

- Foi um choque, ok?! E não foi por nada, foi por muito! –
Helly estava a conseguir o que queria: trazer o verdadeiro Tom de volta. – Foi a primeira e a última vez que isto me aconteceu, para que fique bem claro. – Jurou ele. A morena conteve-se para não rir do ar superior que Tom envergava aos poucos. – Se aquela libelinha voltar a fazer aquilo, eu juro que não respondo por mim, Helly! Sendo teu amigo ou não. – E com aquele ultimato, Helly deixou-se rir, fazendo Tom olhá-la com os braços cruzados ao peito. Ao ver a morena naquelas gargalhadas, Tom também se riu.

Depois do rapaz de tranças ter batido levemente na testa de Helly, saíram do carro e dirigiram-se para casa. Bill ainda lá estava, como era de esperar. Vinha a descer as escadas quando os dois entraram em casa.

- Hey! – Saudaram eles, simultaneamente. – Como é que te sentes? – Perguntou Helly, aproximando-se de Bill.

- Consegui distrair-me durante quase meia hora, mas depois disso… Vi-me obrigado a ir para o telhado e quase que me amarrei à chaminé para não atacar as pessoas que passavam pelos portões. – Aquela revelação deixou Helly boquiaberta. Bill precisava urgentemente de sair dali.

- Oh, meu Deus… - Murmurou ela, chocada. Porém, não sentia Tom atrás de si tão chocado como ela. – Demorámos assim tanto? – Questionou ela, atirando a mala para o sofá.

- Não, mas… Sabes bem como é que ficamos quando temos fome… - Prosseguiu Bill, remexendo os dedos das mãos, nervosamente.

- Melhor que ninguém. – Disse ela, entre dentes. Depois, olhou para eles, que já se encontravam um ao lado do outro. Olhou para as horas no receptor do DVD e humedeceu os lábios. – Vou tomar um duche, e arranjar-me. Entretanto, preparo qualquer coisa para o jantar, se quiserem, e saímos. – Comunicou Helly.

- E vamos sair tão cedo? Ainda nem seis da tarde são… - Observou Tom, olhando também as horas.

- Ainda há muita coisa para fazer antes de sairmos, Tom. – Disse Helly, avançando para as escadas. – Até lá, fazem-se horas. – Preparou-se para subir, mas lembrou-se de algo. – Ah, e ponham-se sexy, sim? – E aquela proposta fés os gémeos Kaulitz rir de forma perversa.

[…]

Quando acabou de espalhar creme hidratante pelo rosto, pescoço e braços, pousou o frasquinho no toucador e olhou para os três vestidos pousados na cama. Todos eles faziam sobressair as suas curvas, e o vestido negro era o que mais lhe chamava a atenção. Não tinha alças, era simples e gostava dele, embora o preto não fosse a líder das suas cores favoritas.

Guardou os outros dois vestidos no armário e deixou aquele na cama. Sabia de uns sapatos que combinavam bem com aquele vestido. Estavam guardados algures debaixo da cama. Retirou a caixa respectiva e colocou-a ao lado da mesa-de-cabeceira.

Teve especial cuidado em escolher a lingerie a usar – com vestidos como aquele que ia usar, todo o cuidado era pouco. Vestida a lingerie, envergou o vestido, que lhe ficava muito acima do joelho, e deixou os sapatos para quando estivesse totalmente pronta.

O estojo das suas maquilhagens estava guardado na casa de banho, e quando Helly saiu do quarto para o ir buscar, deu com Tom a sair de lá. O problema foi que Tom estava apenas de toalha à cintura… E aquilo fez com que Helly enrubescesse ao passar os olhos pelo tronco nu do rapaz.

- Belo vestido. – Comentou ele, vendo-a ali. Ela riu-se, envergonhada, e avançou para a divisão ao lado do quarto de hóspedes.

- O teu também é muito bonito, Tom… - Elogiou ela, sarcasticamente, e rindo-se da sua piada seca.

O de tranças riu-se também, mas um riso perverso. – Pois, mas o teu, mais um bocadinho e consigo ver Berlim, já o meu… - Quando Helly saiu da divisão, deu-se com Tom a perscrutar a toalha. – Já o meu, ainda está um bocadinho longe disso.

A rapariga contraiu os lábios e fez um esforço para não retirar os olhos do rosto do moreno. – Vai-te vestir, trancinhas. – Rugiu ela, soando como trovoadas. Entrou no quarto.

Ouviu-o rir no corredor e suspirou. Tom nunca mudaria, era um facto.

Usou lápis preto para sobressair o olhar, rímel e ainda sombra negra, dando-lhe um olhar selvagem. Não precisava de base nem gostava de pôr. Deixou o batôn de brilho para depois de jantar, fechou o estojo e pousou-o no toucador.

- O que é que vais fazer para o jantar? – Perguntou Bill, espreitando-a da porta. – Estás muito bonita… - Elogiou ele, sorrindo-lhe.

- Devias ver o teu irmão, está tão geil… - Riu-se ela. Conteve-se, mais uma vez, para não relembrar a imagem de Tom em tronco nu e corar. – Uns bifes e umas batatas… É bom.

- É óptimo! –
Concordou o de crista. – Mas como é que está o meu irmão? – Lembrou-se Bill, arqueando uma sobrancelha.

- Vai de toalha para a discoteca. – Disse ela a rir-se.

- Se ele fosse mesmo assim, não sairia de lá vivo! – Constatou o de crista, rindo-se.

Helly acompanhou-o na gargalhada e atou parte do cabelo com um elástico. Pegou na prancha de esticar o cabelo e esticou cada madeixa até ficar bem liso e sem ondulações à vista. Odiava o seu cabelo. Era ondulado, detestava as ondas que formava, e castanho. Fora por causa disso que decidiu cometer uma loucura – no meio de tantas outras – e pintar o cabelo de vermelho sangue com madeixas negras e encaracolá-lo. Dava-lhe um aspecto mais louco, adequado à sua personalidade.

Ao fim de sensivelmente meia hora, tinha o cabelo complemente esticado e um problema na franja: como a tinha por cima da testa, como sempre adorara ver em si, não sabia se a devia prender ao alto da cabeça ou esticá-la também. Aproveitou que a prancha ainda estava quente e esticou-a, tendo o cuidado para não queimar a testa.

Calçou os chinelos velhos de andar por casa e desceu para preparar o jantar. Nenhum dos gémeos se vislumbrava pelo andar inferior, deviam estar ambos a vestir-se. Tirou o saco das batatas pré-fritas do congelador, colocou o óleo a aquecer e preparou os bifes.

E enquanto cozinhava, não conseguia deixar de ter medo de se descontrolar.

[…]

- Estou pronta, vamos? – Perguntou Helly, apresentando-se na sala completamente vestida a rigor. Sentiu os olhos dos gémeos apreciá-la e não conseguiu evitar enrubescer.

- Vamos sim, princess. – Disse Tom, em jeito cortês. Helly sorriu. – Mas sou eu que conduzo desta vez. – Avisou ele, piscando o olho. Pegou nas chaves do seu Cadillac e abriu a porta da rua, sentindo a brisa amena da noite tocar-lhe no rosto. – Temos de aproveitar bem hoje que não está frio nem calor. O pessoal vai aproveitar para descansar nas esplanadas…

- Então, estamos à espera do quê? Vamos! –
Falou Bill, excitado.

Um a um, saíram de casa, ouvindo Simone dizer para terem cuidado antes que Tom fechasse a porta. Mas naquele mundo era mesmo assim. Passavam-se por altos riscos, assistiam-se a mortes dolorosas ou injustas e saciava-se a sede e a fome de energia.

Criaturas como Helly e os gémeos Kaulitz eram denominadas de Loorfins, seres que vivem o dobro, ou o triplo dos humanos, chegando alguns a viver centenas de anos.

Os Loorfins são considerados membros da família dos imortais (vampiros), com imensa força, e, o que os distingue dos vampiros é o facto de não se alimentarem de sangue, mas sim da energia das presas.

Sobrenatural será sempre um adjectivo pertencente a estes seres. Cada um tem o seu poder: para além dos quatro principais elementos – fogo, água, terra e ar – há, também, outros muito diferentes, como a invisibilidade, a capacidade de se transformar noutro ser ou pessoa diferente (apenas fisicamente) ou, no caso de Helly, a electricidade.

Os mais comuns são o fogo, a água, a terra e o ar, sendo os outros pouco abundantes.

Os mortais não suspeitam de nada. Todas as criaturas que vivem entre eles não apresentam nenhuma característica fora do comum, como aparentariam os vampiros. Esses, de pele branca como a cal, frios como o mármore e uma beleza inalcançável, como se ouve dizer durante gerações, não existem, porque um imortal não tem necessariamente de se alimentar de sangue.

Ao invés dos frios, os Loorfins têm pele quente, tal e qual a dos humanos, e, quando sentem necessidade de se alimentarem, aparecem sinais físicos, como o suor, o nervosismo e os olhos negros, independentemente da cor natural que possam ter.

Uma característica que os iguala aos vampiros é o factor de não ingerirem comida humana – A maioria ingere por prazer e não para saciar a fome.

É o que sucede com Helly e os gémeos Kaulitz.
Bem-vindos ao Mundo dos Loorfins…

* * *

N/A: Vou ter de abrandar a frequência dos capítulos. Só tenho mais 3 e só ontem é que comecei o 11 .-. So, o próximo virá sexta ou sábado. «3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:30 pm

Que nome fofinho *-*
Pronto, já estou esclarecida relativamente a eles ^^ se dizes que a partir daqui é que a fic vai começar, fico à espera Very Happy

Beijinhos**

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:31 pm

Adorei!
Fico á espera do proximo capitulo Very Happy
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:32 pm

Kelly escreveu:
Que nome fofinho *-*
Pronto, já estou esclarecida relativamente a eles ^^ se dizes que a partir daqui é que a fic vai começar, fico à espera Very Happy

Beijinhos**

É, sim Very Happy
E no próximo há acção :3
Obrigada e beijinhos!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:33 pm

Acção? De que tipo? Razz

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 1:39 pm

Kelly escreveu:
Acção? De que tipo? Razz

Eles a alimentarem-se. (a) Mas só está escrita a parte da Helly, a dos gémeos fica para um dia destes xD
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Ago 09, 2010 2:16 pm

Gostei muito.
Este Tom é sempre tão parvo xD Não sei com quem é que eles vão mais seguros a conduzir :p
Eu não me importava de ser um dos Loorfins, ia ser fixe, menos a parte de matar pessoas xD
Quero mais.
beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Ago 14, 2010 12:59 pm

Olá! Cá estou eu e o senhor número oito x) Espero que gostem.
Beijinhos,
Bri

Novo blog das fics: http://pennpaper.blogs.sapo.pt (:



CAPÍTULO 8

Quando os três entraram na discoteca, cada um dispersou-se para seu lado, deixando de se ver. Era como fazer de conta que não se conheciam.

Helly soube imediatamente, assim que colocara um pé dentro do estabelecimento, quem era a sua presa da noite. Podia senti-lo, ou senti-la, estava lá dentro e irradiava uma energia fantástica. Sentiu-se mudar por dentro; sentiu-se transformar em quem realmente era, e apostava em como os seus olhos estariam, agora, negros como a escuridão. Não se importou com nada, naquele instante. Nada lhe fazia confusão. Bom ou não, isso agradou-lhe.

Caminhou sedutoramente por entre a multidão, aproximou-se do bar e sentou-se num banco alto. Pediu uma Vodka traçada com Coca-Cola e, quando lhe foi estendido o copo, ficou a olhá-lo e a passar o dedo indicador pela borda.

Procurou a sua presa com a mente – todos os imortais eram capazes de fazer aquilo, bastava obter concentração total. Conseguia ver imensos corpos no seu campo de visão mental, todos eles se mexiam e dançavam ao ritmo da música. Mas nem todos irradiavam uma energia tão luminosa e tão positiva como o corpo que dançava no meio da pista de dança.

Agora que sabia onde ele estava, era-lhe mais fácil encontrá-lo. Sugou uma porção da sua bebida e sorriu, maliciosamente. Não se importando com o efeito que a bebida lhe surtiria, bebeu-a toda de uma só vez, deixando o barman um tanto chocado, e deixou o copo no balcão, saindo dali de encontro à sua presa.

À medida que se aproximava do centro da pista de dança, ia mexendo o corpo ao ritmo da música e procurando-o com os olhos. Só ainda não tinha a certeza se era rapaz ou rapariga, mas não lhe interessava esse pormenor.

Todos dançavam em seu redor. Pediu licença enquanto penetrava pela multidão e viu quem queria: a sua presa. Tratava-se de um rapaz que dançava alegremente ao ritmo da música, e a forma como ele se mexia cativava todos os que se encontravam à sua volta.

Aproximou-se dele o suficiente para dançar quase encostada a ele e, quando ele se virou e a encarou, um sorriso desenhou-se nos lábios dele. Helly ficou deslumbrada com o sorriso dele. Os seus dentes eram direitos, os lábios carnudos, os olhos azuis e o cabelo loiro – imagem típica de um residente da Alemanha.

Enquanto dançavam, nunca tiraram os olhos um do outro, como se comunicassem através do olhar. De uma das vezes vislumbrou Bill com uma rapariga – a sua presa, de certo. Viu-os afastar-se do recinto da pista de dança e sentiu-se menos preocupada com a fome de Bill.

- Como te chamas? – Perguntou o loiro, despertando-a. Ela olhou-o, surpreendida, e sorriu.

- Phoebe. – Respondeu ela. Detestava mentir, mas em situações como aquela era necessário. – E tu?

- Ryan. –
Respondeu ele. Viu o olhar dele percorrer o seu corpo de cima a baixo e franzir a testa. – Não és demasiado nova para andar por aqui?

- Lá por ser pequena não quer dizer que não tenha idade. –
Respondeu-lhe. Se aquele idiota voltasse com aquela conversa, teria o remédio certo para ele.

- Que idade tens? – Quis saber. Ela bufou e desviou o olhar para o lado, contendo-se para não o atacar ali.

- Vinte e um. – Disse-lhe. Ele abriu a boca de espanto e riu-se.

- Estás a falar a sério? – Ela acenou afirmativamente com a cabeça. – Ninguém diria… Eu também. - Ficou a olhá-la e Helly sabia que Ryan ia dizer mais qualquer coisa. – Queres uma bebida? Eu pago.

- Parece-me bem. – Acedeu a rapariga.

Os dois caminharam na direcção do bar, e dessa vez, Helly viu Tom conversar com uma rapariga loira. Sabia que era a presa do rapaz de tranças, daquela noite.

Ryan pediu duas bebidas iguais e estendeu um dos copos a Helly, sugando uma porção da bebida pela palhinha. Helly fez o mesmo, não ignorando os olhares que o loiro lhe lançava. Retribuiu-lhe o olhar perverso que ele lhe lançara, mas começava a sentir-se impaciente. Começava a ter cada vez mais apetite.

Quando viu o copo dele vazio, bebeu a sua bebida num instante e pousou o copo. Antes de ela fazer o convite de ir até lá fora, ele precipitou-se e fez-lhe o convite, ao qual ela aceitou sem pensar duas vezes. Era aí que ela queria chegar. Era lá fora que se iria alimentar, num sitio fora da vista de todos.

Sentiu uma mão no fundo das costas e estremeceu, desconhecendo aquele toque. Só podia tratar-se de Ryan - estava a ter mais confiança nela e aquele toque era uma prova disso. Caminharam devagar pela escuridão da noite e entraram num dos jardins da cidade. A brisa da noite começava a deixá-la um tanto nervosa, mas Ryan não dava por nada.

Sentaram-se num banco de madeira e ficaram por ali a conversa. Temas de conversa banais, ao qual Helly respondia “sim”, “não”, acedia com a cabeça ou ria-se. Estava impaciente e teria de acelerar as coisas, ou daria em maluca.

Ryan era um tagarela, daqueles que desembuchava a vida a qualquer pessoa e ainda dava pormenores. Mesmo assim, não deixava de o achar engraçado com as futilidades que dizia.

- … Depois disso, o meu pai achou melhor mudarmo-nos para cá e cá estou eu. Isto aqui até é fixe… - Observou ele, olhando em volta. – E tu, moras cá há quanto tempo?

- Desde sempre. –
Respondeu ela, encolhendo os ombros. – A minha mãe era inglesa, mas mudou-se para cá, por trabalho, e acabou por cá ficar. No entanto, apaixonou-se e cá estou eu. – Ryan riu-se.

- Tens piada, miúda… - Constatou ele, sorrindo-lhe. – Mas espera aí. Tu disseste que a tua mãe era inglesa… Era?

- Ela faleceu… há uns anos. –
Falou ela, reticente. Ao perceber que o assunto a deixara desconfortável, Ryan não a deixou prosseguir. E Helly agradeceu-lhe por não lhe ter que dar pormenores do acidente.

Ryan continuou a sua tagarelice e a impaciência de Helly aumentou. Não pensou duas vezes e aproximou-se de Ryan, fazendo-o parar de conversar para a olhar nos olhos. A rapariga exibiu todo o seu charme e olhou-o fundo nos olhos, também, alternando o olhar entre o olhar dele e os lábios.

Sentiu a respiração dele no nariz e fechou os olhos, beijando-o fugazmente depois. Os braços dele envolveram-na num abraço confortável, levando-a a percorrer o pescoço dele com as mãos.

E o momento pelo qual Helly esperava chegou.

Desceu os dedos indicadores pelos braços despidos do rapaz, devagar e sedutoramente, e puxou os braços dele. Quebrou o beijo e ouviu-o suspirar de satisfação.

Aproximou os lábios do ouvido dele e, enquanto deslizava os dedos até aos pulsos, falou: - Não vai doer nada, fofinho. – Os dedos pararam. – E amanhã não vais lembrar-te de nada disto. – A sua voz era de veludo e magnetizante, deixando o rapaz hipnotizado e suspenso no vazio.

Pressionou os polegares nos pulsos dele, num acto grotesco, e gemeu, ouvindo-o gemer também. Sentiu os raios de electricidade sugarem a energia do rapaz, fazendo-o contorcer-se e gemer de dor. A sua fome saciava-se a pouco e pouco, e Helly sentia-se bem e mais poderosa.

Quando o processo de transferência de energia terminou, largou os pulsos dele e abandonou o corpo no banco do jardim. Deitou-o no banco, para depois quando acordasse não lhe doesse tanto as articulações, e verificou-lhe a pulsação no pescoço. O coração dele ainda batia. Sentiu-se grata por não se ter descontrolado e depositou um beijo na bochecha dele.

Saiu do jardim o mais depressa possível, olhando discretamente para os lados para se certificar que ninguém a via. O que lhe valera fora a escuridão do jardim, ou caso contrário teria os olhares e perguntas curiosas das pessoas em si.

Regressou para a discoteca, mas não entrou. Preferiu esperar pelos gémeos no carro, desejando que não demorassem.

* * *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Ago 14, 2010 1:08 pm

Gostei Muito!

Mais! :)
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Ago 14, 2010 1:10 pm

Que maneira estranha de se alimentarem... Mas fixe ^^
Desgraçado do Ryan, a pensar que estava a conhecer uma miúda 'fixe' xD

Posta mais! ^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Ago 20, 2010 9:25 am

Hey. Desculpem não responder a cada uma, mas estou com uma ligeira pressa e gostava de ir aprender a mexer no senhor Vegas Pro xD Ou pelo menos tentar!

Deixo-vos o senhor 9. [:

Beijinhos,
Bri.




CAPÍTULO 9

13 de Julho de 2013

Helly sentia o corpo dorido, a cabeça latejar e apostava em como os seus braços estavam cheios de marcas. Puxou os lençóis para baixo e observou os braços. Exibiam-se várias manchas negras, semelhantes a nódoas negras, mas a única diferença era que não lhe causavam dor, só um ligeiro desconforto.

Arfou, irritada por ter ganho mais uma manhã atribulada, e esfregou os olhos numa tentativa de afugentar o sono e a dor de cabeça. Deixou-se ficar deitada na cama, de olhos fixos no tecto, sentindo a preguiça dissipar-se aos poucos.

Acabou por se levantar e vestir um casaco para ninguém se assustar com as manchas, quando chegasse à cozinha. Embora não causasse grande transtorno a Simone e a Gordon, por já estarem habituados a que aquilo acontecesse, preferia assim – Helly não gostava de ver e sentir aquilo, por isso, esconder ajudava tanto quem estava presente no mesmo espaço que ela como à própria.

- Bom-dia, princesa. – Saudou Gordon, depositando um beijo na testa de Helly. A rapariga retribuiu, desejando um bom-dia a Simone, também.

Preparou uma taça de cereais com leite frio e sentou-se à mesa para os comer. Enquanto digeria a comida, o casal falava sobre assuntos que não despertaram grande interesse – algo como uma ida ao médico. Provavelmente, seria a sua próxima consulta ao Dr. Francis Bohm… e isso significava agulhas, seringas e o cheiro a hospital. Estremeceu ao relembrar tudo aquilo.

Quando terminou a refeição, uma mancha igual à dos braços vislumbrou-se na parte de cima da mão esquerda, cobrindo quase toda a superfície. Os seus olhos arregalaram-se e tocou na mancha, passando levemente os dedos pela pele. Também não lhe doía, tal como todas as manchas, causava-lhe desconforto.

Sentiu a atenção de Gordon em si e depois a de Simone.

- Dói-te? – Perguntou o seu pai. Involuntariamente, a outra mão de Helly tapou a mancha.

- Não, só desconforto. – Respondeu, pousando a taça no lava-loiça. – Isto passa.

Gordon sorriu-lhe, paternalmente, pousou uma mão no ombro da rapariga e deu-lhe um beijo na cabeça.

Gordon sabia que aquilo passaria, como todas as outras vezes. Há vinte e um anos que sabia que aquilo passaria, mas o que é certo é que voltava a aparecer depois de Helly se alimentar.

Levara muito tempo a perceber que tipo de ser se tratava ela.

De recém-nascida a criança, os comportamentos de Helly mudavam de dia para dia e a pequena aprendia coisas novas, tal como uma criança normal o faz, mas Helly não se interessava em saber porquê que tinha corpo e necessitava dele para se expressar. Para ela, o corpo que tinha não servia para nada a não ser atacar os outros.

Em pequena, com apenas três anos de idade, conseguia formar grandes e violentas tempestades sempre que ficava zangada e não lhe davam o alimento certo. Fora complicado para Gordon, durante a infância da jovem, arranjar o alimento certo para ela, dado que era criança e, com a Natureza dela, precisava de se alimentar tanto com energia como de comida humana.

Às vezes, Gordon convidava os seus colegas de trabalho a ir a sua casa. Nenhum resistia aos encantos da pequena: as bochechas fartas e rosadas, os olhos grandes e azuis, e o sorriso traquina que a pequena lhes exibia dava-lhe um ar adorável. Ninguém resistia. E todos os que passavam pela casa da família Trümper acabavam da mesma forma: inanimados no chão. Muitos deles, quando acordavam, não se lembravam de nada, e Gordon era forçado a mentir pela filha.

Agora que Helly crescera, restava a Gordon a preocupação de pai, saber se está bem ou a precisar de ajuda. Embora soubesse perfeitamente que a Natureza dela continuaria a ser sempre a mesma, para sempre… Uma Natureza imbatível, à qual nenhum humano ousa enfrentar, combater e vencer. Apenas os da mesma espécie.

Para Gordon, Helly continuaria a ser uma caixa cheia de surpresas.

- Ainda é cedo, Helly, porque não aproveitas para dormir mais um bocadinho? – Sugeriu o seu pai.

Helly não precisou de pensar muito para decidir. – Acho que vou aproveitar. Até logo, pai. Até logo, Simone.

E, com um aceno de mão, subiu de novo para o quarto.

[…]

Acordou com o toque de alguém no seu rosto. Fosse quem fosse, tratava-se de alguém com as mãos frias. Abriu os olhos, pestanejando diversas vezes, e deparou-se com o sorriso luminoso de Bill.

- Bom-dia, dorminhoca irritantemente irritante! – Saudou ele, bem-disposto, mas com um nível de voz baixo.

- Bom-dia, Bill… - Murmurou, numa saudação menos divertida que a do rapaz.

Espreguiçou-se, murmurando algo imperceptível, e, com as voltas que dera na cama, cheia de sono e preguiça, acabou por ficar com os lençóis enrolados à cintura.

- Como é que estás? – Perguntou a morena, baixinho e com a voz rouca do sono.

- Estou bem, agora. – Respondeu-lhe ele. O rapaz deixou de fitar o rosto cheio de vincos vermelhos de Helly para fitar um ponto perdido nas suas calças de ganga escura. – Acho que absorvi energia suficiente para três meses… - Acrescentou ele, rindo-se secamente. Aí, Helly reparou que Bill não se tinha alimentado numa só pessoa.

- Não foi só uma, pois não? – Questionou ela, elevando o tronco do colchão.

Bill olhou-a de soslaio e voltou a colar os olhos nas calças. – Três, e… - O de crista interrompeu-se.

Helly não se espantou minimamente com aquela resposta. Sabia como eram os Loorfins, embora os casos variassem: havia os que, quanto mais absorviam, mais durabilidade a energia tinham, e ainda havia outros que, quanto mais absorviam, mais desejo tinham de consumir – era como uma droga.

- Foi a primeira e a ultima vez que fiz aquilo. – Desabafou Bill. – Eu só tinha necessidade de uma pessoa, mas… as outras apareceram e não fui capaz de parar…

Helly deixou-se ficar a ouvir os desabafos do mais alto, mas vendo que ele se calara e embrenhara nos seus pensamentos, a morena acabou por falar:

- Ficas-te obcecado, Bill. Aconteceu a ti, pode acontecer a outro qualquer e pode acontecer a mim, ou até mesmo ao Tom. – Disse-lhe ela.

Bill olhou-a nos olhos. – Mas isso é exterminar a espécie humana, literalmente! – Vociferou ele.

- Exterminas, se deixares que isso aconteça. Se conseguires controlar o teu lado mais desumano, vais ver que tenho razão. – Bill levantou-se da cama e começou a caminhar de um lado para o outro no quarto dela, olhando o tecto. – Acabas-te de sair de Petersloor, é normal que te sintas como se não tivesses o controlo de nada… - Bill olhou o chão. Então, fez-se luz na cabeça de Helly e percebeu o porquê de Bill estar assim. – Espera. Estás a querer dizer-me que…

- Que matei as três raparigas com quem estive?
– Interrompeu ele, sentindo o seu estado alterar-se. – Uma delas, a primeira. – Cuspiu, sentindo repulsa de si mesmo. – As outras, deixei-as inanimadas, no chão. – A sua voz ouvia-se cada vez mais alto e o estado alterado dele aumentava a olhos vistos.

- Calma, Bill. – Exigiu Helly, olhando-o, intensamente. – Aconteceu, e vai-te preparando para acontecer muitas mais vezes. Habitua-te a viver neste Mundo!

Bill expirou, pesadamente, e depois de uma curta pausa a digerir as palavras da mais nova, olhou para ela, ainda enfurecido, e mordeu o lábio, contendo a fúria.

- Sabes o que é que eu acho? – Falou ele, fixando os olhos claros dela. – A nossa espécie nunca devia ter saído de Petersloor e descido à Terra. – Helly baixou a cabeça, sentindo-se como se tivesse levado um estalo. – Ao menos, não fazíamos ninguém sofrer nem nós sofríamos. Nem sei porque é que me escolheram… para isto!

A visão de Helly ficou turva e as lágrimas brotaram dos seus olhos, como a chuva que caía, copiosamente, lá fora. Quando a mais nova fungou e limpou a cara, Bill percebeu que a tinha magoado com o que dissera.

- Desculpa, Helly. – Pediu ele, caminhando até ela, na cama, e abraçando-a para a reconfortar. – Fiz asneira. – Afagou os cabelos dela e deu-lhe pequenos beijos na cabeça. – Tu não tens culpa de nada. – Segurou-lhe o rosto com as mãos e limpou-lhe as lágrimas com os polegares. Sorriu-lhe, um sorriso luminoso e genuíno. – Fui um estúpido em ter descarregado em cima de ti. Perdoa-me, a sério…

Helly voltou a fungar. – Deixa lá, Bill, eu também já devia ter aceitado que sou uma Loorfin e que nada pode mudar isso… - Disse ela, com a voz rouca e sumida. Depois, voltou a abraçar Bill e sentir o seu calor e cheiro agradável. – Ainda bem que vos tenho comigo… - Desabafou ao ombro dele. – Assim, custa menos e o Gordon não sofre tanto. Já sofreu que chegue, nesta vida…

Bill sorriu com aquelas palavras. – Tenho a certeza que a tua mãe gosta de ti na mesma, tal como se gostasse hoje. Não deixa de ser tua mãe e as mães amam os filhos, independentemente do que eles façam.

- Se ela estivesse viva, hoje, pedir-lhe-ia perdão pelo que fiz. Mas, de qualquer das maneiras, o sentimento de culpa viverá em mim, para sempre.

- Pedir desculpa por aquilo que és? –
Bill olhou-a nos olhos. – Helly, a tua mãe seria a primeira a dar-te tudo o que ela tem… - A morena baixou a cabeça. – Não penses mais nisso, vá lá…

Bill estendeu-lhe um lenço de papel. Quando a morena se sentiu apta e mais leve, levantou-se da cama, vestiu o casaco que em tempos pertencera a Bill – um com riscas pretas e brancas – e ambos desceram para o andar inferior.

* * *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Ago 20, 2010 9:57 am

Estou a adorar *-*
Cada capítulo é melhor do que o anterior ^^
Tenho pena que o Bill tenha morto a rapariga :S

Posta rápido!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 25, 2010 3:36 am

Hey!
Vá, até gosto do capítulo, afinal... Não está assim tããão mau x) A imagem não era para ser essa, mas como não sabia qual pôr, foi essa. --.



CAPÍTULO 10

- Tu consegues ser mais teimosa que as vacas do meu avô, a sério! – Refilou Grace, abanando a cabeça, negativamente. Helly soltou um silvo de indignação, rindo-se depois.

- Oh, está bem, mas a única diferença entre as vacas do teu avô e eu, é que eu sou bem mais bonita que elas. – Respondeu-lhe a morena, fazendo a loira rir do outro lado da linha.

- Anda lá, H. – Pedinchou a loira com voz de criança. – Tu sabes que o rapaz dos teus sonhos vai lá estar, e não ias querer ver-me por lá sozinha, pois não?

- Rapaz dos meus sonhos… - Repetiu ela, bufando. – Se me descontrolo, sou bem capaz de espetar os dedos nos pulsos dele.

- És tão insensível, Helly. – Refilou a loira. – Mas vens, não vens?

Helly suspirou, pesarosamente, pensando na resposta. No final de segundos, decidiu-se. – Está bem, eu vou… - Grace guinchou do outro lado. – Depois, não digas que não sou tua amiga!

- Claro que és, muito mais que isso! – Helly sorriu. – Passo em tua casa daqui a meia hora, pode ser?

- Claro. Até já, então.

- Até já. – Desligaram.

Helly sentia-se grata por ter Grace como amiga, sempre ao seu lado para tudo. Durante a ausencia dos Kaulitz, Grace ajudara-a imenso nos momentos em que se sentia em baixo, ou até mesmo naqueles dias em que se sentia revoltada consigo própria. Embora não fosse muito aconselhável para Helly ter uma humana consigo no dia-a-dia, nunca tivera tentação de atacar a sua melhor amiga nem ela tinha medo de Helly. Habituara-se ao que a mais baixa sempre fora e, embora lhe fizesse confusão ao inicio, habituara-se bem.

Guardou a chave de casa, o telemóvel e a carteira na mala e pendurou-a no puxador da porta do quarto. Como ainda estava de pijama, vestiu uns jeans que se moldavam às suas pernas torneadas, um top branco com o rato Mickey e um casaco de linho vermelho. Por fim, calçou as sapatilhas brancas da Nike – compradas no mesmo dia que as de Tom – e desenhou um risco negro nos olhos. Ajeitou os caracóis, pegou na mala e deparou-se com Tom e o seu punho direito suspenso no ar, pronto para bater na porta.

- Ias chamar-me? – Questionou ela, rindo-se da postura dele.

- Ia. – Respondeu ele, baixando o punho. Percorreu o corpo da rapariga com um rápido olhar e elevou as sobrancelhas. – Vais sair?

- Sim, a Grace vem ter comigo e vamos às compras. –
Respondeu, caminhando dois passos. – Ela quer que eu vá a uma festa com ela…

- Festa? Onde? –
Tom alcançou-a e ambos desceram, juntos, para o andar inferior.

- Em Potsdam. - Respondeu. – É uma festa de Verão qualquer, ela contou-me que vão lá algumas bandas da cidade e que vai ser giro… - Helly sorriu. – Só quero que ela se divirta.

- Ela tornou-se a tua protegida, não foi? –
Perguntou Tom, sabendo que a resposta era óbvia.

- Sim. Não deixo que nenhum Loorfin se aproxime dela. – Tom sorriu-lhe, abertamente. Depois, abraçou Helly, fortemente, e a rapariga arqueou uma sobrancelha, não entendendo aquele gesto. – Porque é que me abraças-te? – Perguntou ela, ao ombro dele.

Tom soltou-a e suspirou, sorrindo ainda mas abertamente que antes. – Apeteceu-me. – Respondeu, simplesmente. – Ainda não te tinha mimado assim desde que cheguei… - Explicou, mostrando-lhe a língua.

- Ah, isso quer dizer que também queres um abraço, certo? – Adivinhou ela, rindo-se, alto.

- Claro que quero! – Helly deu-lhe uma palmadinha no braço, fazendo rir os dois, e depois abraçou Tom, dando um pequeno salto até ao pescoço dele. Entrelaçou os seus braços lá e apertou-o.

- Cheiras tão bem… - Comentou Tom. Aquilo fez Helly corar, sem saber explicar porquê.

- Tu também cheiras bem, Tommi. – Retribuiu a mais pequena, não sabendo o que responder mais. – Obrigada. – Esquecera-se dessa parte.

No exacto momento em que se separaram, a campainha soou e Helly vislumbrou Bill correr, embora descalço e com um pacote de gomas na mão, para abrir a porta. Desceu os últimos degraus e viu Grace do lado de fora da porta.

- Entra, G! – Disse a morena, sorrindo-lhe.

Grace sorriu para a amiga e depois para Bill, que retribuiu, amigavelmente. Entrou em casa e cumprimentou Helly com dois beijos na face.

- Estás pronta, H? – Questionou a loira. A morena pôde ver que a amiga se sentia um tanto envergonhada com a presença dos gémeos.

- Sim, vamos já. – Helly colocou a mala no ombro e sorriu-lhe. – Até logo, rapazes.

Ambos acenaram às raparigas e as duas saíram.

[…]

Helly já tinha comprado a roupa que iria levar na noite da festa. Só Grace é que estava muito indecisa quanto ao que iria levar, e pelo caminhar da coisa, a amiga ainda iria passar algumas horas a contemplar as montras.

- Gracie, são quase sete da tarde, ainda vais demorar? – Perguntou Helly, impaciente, e olhando as horas no relógio de pulso.

Grace suspirou e olhou para Helly. – Não, já sei o que levar.

Agarrou na mão desocupada de Helly e puxou-a consigo. As ideias repentinas de Grace deixavam-na sempre surpreendida. A loira, num momento podia estar super indecisa quanto a qualquer aspecto, como no minuto a seguir estar decidida. Grace, aos olhos de Helly, era um ser humano estranho. Quase ou tão igualmente estranha como ela. A única diferença entre elas era a espécie.

Grace acabou por comprar uns shorts e um top com estampado de flores; uma vestimenta simples.

De regresso a casa, Helly deixou a amiga à porta do prédio e conduziu até casa sem passar a marca assinalada a vermelho. Quando chegou a casa e guardou as chaves na mala, deparou-se com Andreas, o melhor amigo dos gémeos.

- Olá, Andy! – Saudou a rapariga, beijando as bochechas dele.

- Olá! Então, como vai isso? – Perguntou ele, sorrindo-lhe.

- Bem e tu?

- Bem, como sempre.


Andreas sempre fora um grande e bom amigo dos Kaulitz. No inicio, Helly achava que os três era trigémeos, porque andavam sempre juntos e achava-os bastante parecidos, tanto a nível de personalidade como na forma como se vestiam.

- O Andreas veio visitar-nos. – Comunicou Bill, pousando uma taça cheia de gomas coloridas na mesa baixa de vidro. – Vamos ficar por aqui, queres juntar-te a nós?

- Claro. –
Assentiu a morena.

Helly sentou-se ao lado de Tom, no sofá de frente para a televisão. Ouvia-os conversar sobre os tempos que passaram longe uns dos outros, as aventuras que viveram em Petersloor e como foram os cinco anos de Andreas sem os amigos.

O amigo dos gémeos acabou por jantar com eles. Enquanto via Simone, Gordon e Andreas comer a refeição que a mais velha preparara, perguntava-se o que pensaria Andreas ao ver os amigos beber o refresco e não comerem. Perguntava-se se ele saberia que Tom e Bill eram Loorfins, agora. E perguntava-se se lhe faria impressão.

A expressão do loiro não se alterava: mantinha-se alegre, sorridente e a conversa fluía entre eles, como sempre fluíra.

Encolheu os ombros e continuou a comer.

Talvez Andreas fosse corajoso.
Talvez fosse mais um dos humanos que pertenciam ao silêncio.

* * *

N/A: O senhor Andreas vai ter um papel importante na fic, embora só apareça uma vez por outra.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 25, 2010 4:00 am

Esta muito bom!
Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 25, 2010 9:11 am

TokioFan escreveu:
Esta muito bom!
Mais!

Obrigada Very Happy
Beijinhos *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 25, 2010 11:43 am

Papel importante porquê? :O
Ela e o Tom... Razz ela diz-lhe um piropo e ela cora ^^ vai dar coisa!

Posta mais, estou a adorar *-*

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 25, 2010 3:20 pm

Kelly escreveu:
Papel importante porquê? :O
Ela e o Tom... Razz ela diz-lhe um piropo e ela cora ^^ vai dar coisa!

Posta mais, estou a adorar *-*

Porquê, não posso dizer xD Só posso adiantar que vai ser tipo uma sombra na fic, e não vai aparecer muito na fic, só nalguns pontos importantes :3

Vai dar coisa? Eu queria que desse, mas vejo isso muito longe de acontecer xDD

Obrigada e beijinhos *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Ago 28, 2010 5:19 am

Odeio este capítulo, sério --. Está biologicamente errado e é o pior da fic. Desculpem-me .___.
Aviso: Não abram o spoiler se forem sensiveis a agulhas - Já basta o que passei à procura de uma imagem decente >.<

Spoiler:
 

CAPÍTULO 11

15 de Julho de 2013

A voz de Gordon provinha do andar de baixo. Helly conseguira perceber quase tudo o que ele dissera, e, pelo motivo de conversa, adivinhava que fosse o seu médico.

- Tudo bem. Em breve estaremos aí. Adeus. – Dissera Gordon.

Não compreendera a certo o sentido da conversa, mas não querendo sequer saber, aconchegou-se nos cobertores e continuou a dormir.

Porém, não pôde continuar a fazê-lo como desejava. Ouviu a porta do seu quarto abrir e passos no soalho. Abriu os olhos até meio e viu Gordon.

- Detesto acordar-te, mas tem de ser. – Disse Gordon. Helly esfregou os olhos ao mesmo tempo que se espreguiçava. – O teu médico quer ver-te.

- Levanto-me já.
– Disse a mais nova com a voz rouca.

Gordon saiu do quarto enquanto Helly se aprontava. A muito custo, abandonou os lençóis quentes e confortáveis e dirigiu-se ao guarda-roupa. Não se importando com a baixa temperatura que poderia fazer lá fora, embora fosse Verão mas na Alemanha era sempre um caso excepcional, envergou uns curtos calções de ganga clara e um top vermelho liso. Tirou um casaco fininho, pousou-o na cama e calçou umas sapatilhas brancas. Dirigiu-se à casa de banho e lavou a cara e os dentes, penteando depois os caracóis com os dedos molhados. Voltou ao quarto para buscar o casaco e desceu.

Quando chegou à sala, surpreendeu-se ao ver os gémeos acordados. Rapidamente chegou à conclusão de que, se estavam acordados e vestidos, também iriam ao médico.

- Não comes nada? – Perguntou Gordon, vindo da cozinha.

- Não. Como quando chegar, se me apetecer. – Respondeu ela, mole. Ainda tinha sono, mais parecia que não dormira durante a noite.

- Está bem. Então, podemos ir? – Perguntou, dirigindo-se aos gémeos.

- Estamos prontos, sim. – Respondeu Tom, sorridente.

- Então, vamos.

Gordon pegou nas chaves de casa e do carro e os jovens seguiram-no, despedindo-se de Simone que partiria para o emprego dentro de minutos.

[…]

Não havia grande movimentação à entrada da clínica. Mesmo lá dentro, não havia muitos pacientes à espera para serem atendidos pelos respectivos médicos, e isso iria valer-lhes menos tempo de espera. Mas também, com aquele médico, nunca precisariam esperar muito.

Helly fez um esforço para se esquecer que aquele sítio cheirava a hospital, tal como outra clínica cheiraria, e, para isso, ia falando com os gémeos e com o seu pai.

A personagem que surgiu diante dos quatro não lhes deu tempo para sentar. Mantinha-se sempre igual, as suas feições nunca mudariam e nenhum se atrevia a perguntar quando envelheceria.

Podia ler-se na placa metálica pregada à sua bata branca “Dr. Francis Bohm” e a sua estatura alta, os ombros largos, os olhos azuis, o cabelo escuro penteado para trás e a pele pálida demonstravam na perfeição um dos primeiros Loorfins que aterraram na Terra.

- Bom-dia. – Saudou o médico, apertando a mão de Gordon e sorrindo aos três jovens.

- Bom-dia, doutor. – Saudaram os três.

- Como estão?

- Bem. –
Respondeu Helly, sorridente.

- Isso soa-me bem. – Comentou Francis. – Mas depois do que eu tenho para te mostrar vais ficar ainda melhor. – Sorriu-lhe, abertamente, exibindo a sua dentadura branca e alinhada, e piscou-lhe o olho. – Primeiro vou examinar a Helly e depois vejo-vos a vocês, ok? - Os gémeos assentiram. – Sigam-me.

Seguiram o mais alto por vários corredores tingidos de branco até chegarem ao consultório de Francis. A sala estava decorada como sempre se lembrava, com os mesmos objectos antigos dentro dos armários e os painéis nas paredes brancas com o corpo humano também eram seus conhecidos. Afinal, crescera ali e aprendera parte do sabe hoje naquele consultório com aquele médico.

Francis pediu a ambos para se sentarem, ao mesmo tempo que se sentava também.

- Bom, Helly, chamei-te aqui porque quero mostrar-te uma coisa. Mas primeiro vou examinar-se, sim? – Helly assentiu com a cabeça. – Deita-te ali na maca, se faz favor. – Pediu o médico.

Helly despiu o casaco de linho e pendurou-o nas costas da cadeira. Deitou-se de barriga para cima e fitou o tecto branco, onde tudo o que se via era o candeeiro e manchas de humidade – Helly chegou à conclusão de que aquele consultório precisava de ser pintado e renovado.

O médico aproximou-se dela sem se levantar da cadeira giratória e examinou-a com os olhos de alto a baixo, suspirando depois.

- Talvez fosse melhor despires a blusa… - Sugeriu ele, fazendo um trejeito com os lábios.

Helly elevou o tronco e tirou o top, atirando-o para o fundo da maca. Já estava habituada a despir-se em frente ao médico, fazia-o sempre que ia lá.

- Vamos lá. Prometo ser rápido. – Disse ele, sorrindo. – Estou ansioso para te mostrar o que tenho ali. – Piscou-lhe o olho e Helly sorriu.

- A falar assim, está a deixar-me curiosa! – Riu-se ela.

- Vai ajudar-te. – Disse ele, colocando umas luvas de plástico. – Não vou dizer mais nada, vamos mas é a isto. – Helly descontraiu o corpo e voltou a fitar o tecto velho. Sentiu os dedos do médico fazer pressão no seu ventre, na zona dos ovários. – Dói-te? – Perguntou ele, sem tirar os dedos. Helly negou com a cabeça. Os polegares do médico subiram. – E aqui, dói? – Helly voltou a negar com a cabeça. Os dedos de Francis fizeram pressão sobre a zona do pâncreas. – E aqui? – Helly negou com a cabeça, mais uma vez. – Então, está tudo bem por aqui. Podes vestir-te.

Afastou-se da maca e voltou à sua secretária, rabiscando numa folha de papel. Enquanto isso, Helly voltou a vestir o seu top vermelho liso, saiu da maca e voltou a sentar-se na cadeira. O médico pegou numa luz, pediu a Helly que abrisse a boca e examinou-lhe a garganta e os olhos.

- Quando foi a última vez que te alimentas-te?

- Há três dias.

- Não sentis-te náuseas, tonturas…?

- Não.
– Respondeu. – Só fiquei com manchas nos braços, como sempre.

- E não te doíam?

- Não, só me causaram desconforto.

- Sem alterações, portanto. –
O médico rabiscou na folha, novamente.

Quando terminou de escrever, levantou-se e dirigiu-se ao frigorífico. Retirou de lá um pequeno frasco com um rótulo branco e pousou-o na secretária, voltando a sentar-te.

- Testei isto num rato e, até agora, o bicho ainda não parou de crescer; isto há duas semanas atrás. – Helly uniu as sobrancelhas, confusa, sem saber onde o médico pretendia chegar com aquela conversa. – Claro está que o rato não era da Terra, mas sim de Petersloor… - Divagou. – Bem, o que eu te queria mostrar é isto. – Disse, referindo-se ao frasquinho. – Vou administrar-te este líquido e tenho a certeza que crescerás cerca de dez centímetros.

Helly esbugalhou os olhos, incrédula. – Isso vai fazer-me crescer? – Perguntou, apontando para o frasco.

- Eu espero bem que sim! – Exclamou o médico. – Resultou com o rato, espero bem que resulte contigo.

- E, se não resultar?

- O teu organismo rejeita estas ‘células’ e ‘come-as’. –
Respondeu, recostando-se na cadeira. – E lembra-te que isto não resulta com os humanos, só com os Loorfins.

Helly olhou apreensiva para Gordon, mas ele transmitiu-lhe confiança ao exibir um sorriso paternal. – Tenho medo. – Confessou, baixando os olhos.

- Quem te ouvir dizer isso pensa que estás doente. Onde está a Helly corajosa que eu sempre conheci, hum? – Helly olhou Francis e riu-se. – Talvez precises de tempo para pensar… Dou-te o quanto tu quiseres.

A rapariga ficou em silêncio durante segundos antes de responder. Escusado seria dizer que estava farta de ser baixa e que desejava ser um pouquinho mais alta, e aquela proposta do Dr. Francis Bohm era bastante tentadora. Tom e Bill deixariam de azucrinar-lhe o juízo, mas isso era o menos, já estava habituada. Iria arriscar. Antes de responder, olhou para o seu pai e engoliu em seco.

- Vamos a isso, então. – Declarou ela, batendo as mãos nas pernas e sorrindo.

Helly observou o médico preparar uma seringa, absorvendo o líquido transparente do frasco. Francis testou a agulha, expelindo um pouco do líquido e, depois, levantou-se e passou um pedaço de algodão embebido em álcool pelo braço despido dela. Mordeu o lábio inferior e cerrou os olhos com força quando sentiu a agulha penetrar-lhe a pele. Sentiu o líquido incolor dispersar-se por todo o seu corpo e abriu os olhos. Sentiu-se ligeiramente tonta e colocou a mão desocupada na testa, tentando recuperar o equilíbrio.

Evitou lembrar-se que tinha uma agulha espetada na pele e cerrou os olhos e os maxilares, de novo. Se era corajosa para umas coisas, e bem mais perigosas do que agulhas, era medricas para outras.

- Isto vai certamente dar-te sono, portanto, quando chegares a casa, não quero que vás para lado nenhum a não ser o teu quarto. – Recomendou Francis, colando um penso no braço dela. – Agora, vou examinar os gémeos e o teu pai leva-te a casa, sim? – Helly acedeu com a cabeça.

Francis dirigiu-se à porta do consultório e chamou os gémeos. Entraram um a um e o médico pediu a Bill que esperasse junto de Helly e Gordon enquanto examinava Tom. E, quando ele despiu a t-shirt para o médico lhe apalpar a zona do estômago, automaticamente, Helly desviou a atenção para olhar em volta e imaginar um sítio melhor para ali.

Quando terminou e seguiu a vez de Bill, Helly continuou nos seus devaneios e a sentir os olhos pesados, fruto da injecção. Estava a surtir-lhe efeito, esperava que obtivesse resultados positivos. Despediu-se do médico e os quatro saíram do consultório.

- Queres ir às minhas cavalitas? – Ofereceu Tom, chegando-se à beira dela. – Estás com ar de quem vai adormecer de pé. – Observou e riu-se, fazendo-a rir também.

- Pode ser. – Aceitou Helly.

Tom parou de caminhar para flectir os joelhos, permitindo a Helly subir facilmente para as costas dele. Sentia-se uma criança e achou piada à imagem que daria aos outros. Sorriu.

Tom transportou-a até ao carro e, quando lá chegaram, Helly subiu com o seu próprio pé. Achou melhor sentar-se nos lugares de trás, no caso de adormecer. E adormeceu.

Ao chegar a casa, Tom pegou nela com cuidado e levou-a para o quarto, deitando-a, cuidadosamente, na cama desfeita e tapando-a com os lençóis e cobertores, no caso de as temperaturas descerem. Puxou os estores até mais de metade e saiu, evitando ao máximo fazer barulho.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Ago 28, 2010 5:33 am

Adorei!
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Kelly
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Dom Ago 29, 2010 8:10 am

O Tom foi um querido com ela *-*
Espero que isto faça mesmo com que ela cresça!! Assim os gémeos deixam de a chatear ^^

Gostei! Sinceramente Very Happy se dizes que este é o pior capítulo da fic, imagino o que achas melhor! *-*

Mais!

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Bri.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Set 01, 2010 11:00 am

Hey! Antes de disparatar seja o que for, tenho a dizer que só estou a postar este senhor capítulo porque 2 abéculas fazem anos hoje - e começo a achar isso um ritual meu O.o Ou do fandom todo xD

Sobre o capítulo: Gosto dele. Ok, reformulo: Gosto muito dele xD Está qualquer coisa de divertido e diverti-me a escrevê-lo. Avancei uns diazinhos na história porque já estou farta de escrever 'Julho' nas datas e... coise, sei que não é motivo muito válido, mas é verdade --.

Quanto ao próximo: não esperem fofices, como neste. Vão aparecer 'entraves' e a partir daí, a história leva outro rumo. Um rumo não-fofo e não-risonho xD

Portem-se mal «3



CAPÍTULO 12

25 de Julho de 2013

Tom pousara a sua única mala de viagem à entrada da porta. Suspirou, pesarosamente, e levou uma mão à testa por não ver ali mais mala nenhuma sem ser a sua e, antes de protestar com Bill e Helly, ouviu o irmão falar alto. Olhou para as escadas e vislumbrou Bill.

- Estava a ver que não! – Reclamou o de tranças, elevando os braços.

- Cala-te, besta, não me chateeis. – Atirou Bill, mostrando-lhe o dedo do meio. Tom fez questão de não lhe ligar e revirou os olhos. – Mãe, onde puseste o creme para as mãos? – Questionou num tom de voz mais alto que, de certo, se ouviria por toda a casa.

- Hum… Vê no meu quarto. – Respondeu Simone, da cozinha.

Bill suspirou e descaiu os ombros, subindo os degraus contra-vontade.

Helly desceu pouco depois. Portava uma mala de viagem, outra mais pequena onde guardava os produtos higiénicos e outra ao tiracolo. Pousou-as junto à de Tom e colocou a de tiracolo sobe o ombro. Esperou que Bill descesse.

- Isto é o que acontece quando usam as minhas coisas: usam-nas e depois não sabem onde as guardam. – Resmungou o de crista, guardando uma bisnaga dentro de uma pequena mala. – Estão prontos? – Questionou, olhando para os outros dois.

- Faz tempo, Bill. – Respondeu Tom, exibindo um semblante impaciente. Revirou os olhos e suspirou. – Vamos colocar as malas no jipe. – Disse, pegando na sua única mala. – Queres ajuda, Helly? – Perguntou, vendo a morena pegar nas malas.

- Não, obrigada. – Disse a rapariga, colocando a mala pequena em cima da grande. – A mala tem rodinhas. – Esclareceu, arrastando-a para a entrada.

- Apanha. – Tom atirou a chave do Cadillac Escalade a Helly e ela apanhou-a. – Vai andando mais o Bill. Eu vou buscar a mochila que a minha mãe preparou.

Helly assentiu e, juntamente com Bill, saiu, pressionando o dedo no botão da chave para o destrancar. Colocou as suas malas no porta-bagagem e Bill seguiu-lhe o exemplo.

- Quem vai à frente? – Questionou Bill.

- Eu, obviamente. – Respondeu Helly com um sorriso triunfante.

- Não, eu é que vou. – Contrariou Bill.

- Sabem que mais? Não vai nenhum. – Disse Tom, surgindo à beira deles. – Ou então, façam ‘Pedra, papel ou tesoura’, pode ser que resulte.

Os jovens aderiram à ideia. Ambos esconderam as mãos atrás das costas:

- Pedra, papel, tesoura! – Disseram ao mesmo tempo. Mostraram as mãos. – Ganhei! – Exclamou Helly, exibindo a sua pedra. Bill tinha tesoura.

Tom riu-se quando viu a expressão amuada do seu gémeo e guardou a mochila nos lugares de trás. – A mala está cheia de snacks, gomas e Skittles, vai dar jeito para a nossa viagem de quarto horas. – Informou Tom. – Ah, e água, também. Mas não te esqueças de partilhar.

- Contigo partilho, com essa coisa minúscula é que não. –
Disse Bill, referindo-se a Helly. Ela abriu a boca, indignada, e bateu-lhe no braço, fazendo o de crista rir. – Estava a brincar.

- Acho bem que estejas. –
E mostrou-lhe a língua.

Gordon e Simone surgiram junto deles, para se despedirem e… para dar os habituais avisos.

- Liguem-nos quando chegarem, ok? – Pediu Simone.

- Fica descansada, Simone, como única rapariga desta viagem, responsabilizo-me para dar notícias. – Disse, rindo-se e fazendo todos rir.

- Espero que te divirtas, filha. – Disse Gordon, abraçando a mais pequena. – Tomem conta dela, sim? Não me preocupo por ela viajar com dois rapazes porque já vos conheço e confio em vocês. E, além disso, são filhos da Simone… - Sorriu à mais velha e beijou-lhe a testa, fazendo-a sorrir também. – Só vos peço para ma trazerem inteira. – Os gémeos riram-se.

- Fica descansado, Gordon, nós trazemos esta coisinha pequenina tal qual como ela está. – Assegurou Tom, sorrindo travessamente para Helly. – A única coisa que há-de vir diferente é o tom de pele, mais de resto, vem igual.

Helly bateu-lhe no braço, na brincadeira, e riu-se. – E com uns centímetros a mais, espero. – Acrescentou.

- Eu espero bem que isso resulte. – Disse Gordon.

- Como é que é? Vamos? – Perguntou Bill, puxando Helly para si e fazendo-a rir.

- Vão, vão, antes que o trânsito aumente. – Aconselhou Gordon, fazendo um trejeito com a boca.

Os três montaram-se no jipe de Tom e, antes que o de tranças arrancasse no carro, Helly abriu o vidro e debruçou-se da janela para beijar a face do pai.

- Tem cuidado, pai. Os dois. – Disse ela, exibindo uma expressão facial preocupada. Gordon sorriu-lhe, paternalmente.

- Tu também, princesa. E não te preocupes, nós ficamos bem. – O pai da jovem voltou a sorrir-lhe e piscou-lhe o olho, tentando tranquilizá-la.

- À mínima coisa, liguem-me, ok?

- Não te preocupes, a sério. –
Assegurou Simone, sorrindo-lhe. – E vocês os dois, portem-se com juízo e cuidem dela, está bem?

- Sim, mãe. –
Disseram os gémeos, a “despachar”.

- Façam boa viagem. – Desejou o casal em uníssono.

- Obrigado. – Agradeceram os três.

Tom fez pressão no pedal da velocidade e partiram, rumo ao norte do país. Ao virar na esquina do bairro, Tom emitiu um guincho estridente, fazendo Helly olhar para ele.

- O que foi isso? – Perguntou ela, exibindo uma sobrancelha arqueada.

- Isto é o inicio de uma semana sem ingerir comida humana. – Esclareceu Tom, rindo-se. Helly revirou os olhos e bateu com uma mão na testa. – Que não signifique que os cozinhados da Simone sejam dispensáveis, mas o meu estômago já estava a pedir férias…

Helly uniu as sobrancelhas. Nunca sentira necessidade de dar férias ao seu estômago e a ideia parecia-lhe absurda.

- Já estávamos habituados a não comer há cinco anos, sentimos diferença quando voltámos a casa. – Explicou Bill, no banco de trás.

- Mas tu continuas a comer. – Observou Tom, olhando de soslaio. – Não estás farta?

- Não me faz diferença. –
Respondeu ela, encolhendo os ombros. – Fui habituada assim e não me consigo imaginar a não comer.

- Devias experimentar. –
Sugeriu Tom. – Nem vais dar por nada.

Helly assentiu. A viagem duraria quatro horas, ou até mais, e Helly precisava de se distrair com qualquer coisa. Talvez desfrutasse da viagem a conversar com os gémeos. Ou aproveitaria a paisagem do lado de fora. Ou dormiria, como acabara por acontecer.

[…]

Quando acordou, ainda iam na estrada. Endireitou-se no banco e piscou os olhos várias vezes na tentativa de se livrar da névoa que tinha nos olhos.

- Ainda demora muito? – Perguntou ela, sacudindo os cabelos.

- Estamos mesmo a chegar. – Informou Tom, sorrindo-lhe.

Helly espreitou os bancos de trás e viu que Bill também dormia. Depois, olhou para o lado de fora e tentou descobrir onde estava.

- Onde estamos?

- Já vês. Só te digo que estamos no norte do país. –
Respondeu Tom com um sorriso tão característico dele.

- Oh, mas isso já eu sei.

- Nem precisas de saber mais que isso. –
E Tom mostrou-lhe a língua.

- Tanto suspense… - Helly encolheu os ombros e revirou os olhos. – Sabes que existem placas onde indicam as povoações mais próximas… - Não era uma pergunta, Helly tentava que Tom lhe dissesse algo mais acerca de onde iriam passar uma semana de férias.

Mas ele manteve-se calado e concentrado na estrada, sem tirar o seu sorriso matreiro. Helly, sabendo que ele não ia falar, semi-cerrou os olhos e tentou fuzilá-lo. Mas ele não disse nada, riu-se.

Entretanto, alcançaram a entrada de uma cidade e Helly vislumbrou um parque que lhe pareceu agradável. Passaram por vários prédios altos, muito altos, e aproximaram-se de um hotel. Pensou que iriam ficar lá hospedados, mas Tom não parou no edifício. Seguiram em frente até alcançarem uma zona mais sossegada. Fazia-lhe lembrar o bairro onde morava. E, quando Helly pensava que era numa daquelas casa que iria ficar, Tom também não parou e continuou a conduzir.

- Então? – Perguntou ela, impaciente.

- Estou a tentar lembrar-me do lote do dono da casa. – Disse Tom. Helly revirou os olhos.

Chegaram ao fundo do bairro e Tom deu a volta. Ao fim de segundos, o de tranças pareceu lembrar-se e parou diante de uma vivenda moderna e com vedação em volta.

- Fiquem aqui. Volto já. – Declarou Tom, saindo do carro. Depressa voltou com uma chave nas mãos.

- Então?

- Aguenta a impaciência, Helly. –
Tom rodou a chave na ignição e o jipe roncou. – Vamos directos ao lote setenta e seis. – Fez marcha atrás e só parou quando chegou até ao fim do bairro. – Chegámos! – Anunciou, rindo-se.

Desligou o jipe e Helly foi a primeira a sair do interior do veículo. Espreguiçou-se até se sentir mais aliviada e, quando olhou para Bill, viu que ainda dormia. Sorriu, perversamente. Abriu a porta do lado dele, tentando não fazer barulho para o acordar, pegou-lhe no rosto e depositou-lhe pequenos beijos em toda a face.

- Billy, já chegámos… - Disse, enquanto lhe beijava o canto dos lábios. A ideia era fazer com que ele pensasse que se tratava de uma menina bem jeitosa que lhe estivesse a fazer tais carícias. Ele grunhiu e pousou-lhe as mãos delicadamente na cintura, procurando os lábios da pessoa que lhe estava a dar beijos tão agradáveis como aqueles, mas Helly rapidamente afastou as mãos dele. – Bill! – Gritou, indignada. Ele saltou no banco e olhou-a, assustado.

- Que foi? – Perguntou, assustado e de olhos esbugalhados.

- Tu agarraste-me. – Guinchou ela. – Tu ias fazer-me sabe-se lá o quê! – Os olhos de Bill ficavam cada vez mais abertos e o seu corpo afundava-se no banco com o que a morena dizia. Mas enquanto Helly fazia um drama da cena, Bill só tinha vontade de explodir em gargalhadas.

- E depois? Se acontecesse, acontecia. E olha que até nem era mau pensado… - Dito isto, Bill olhou-a, sugestivamente, e passou a língua pelos lábios, humedecendo-os.

Helly emitiu um silvo e bateu no braço dele, fazendo-o rir alto. – Vou fingir que não ouvi isso, Bill Kaulitz! – Vociferou ela, sentindo os dedos de Bill na sua barriga, fazendo-lhe cócegas. Nisto, já Helly estava deitada no banco e Bill por cima dela.

- Onde é que eu pus o telemóvel?! – Ouviu-se Tom do lado de fora. – Eu estou a assistir a uma cena épica! – Exclamou, rindo-se. – Ah, esperem lá! Vocês estão no meu carro! Fora daí, seus tarados! Querem fazer isso, vão para um quarto! No meu jipe, não.

- Vai-te foder, Tom! –
Respingou a mais nova, sacudindo Bill de cima dela.

- Sozinho não vou, só se fores comigo. – Disse Tom, cruzando os braços e encostando-se ao jipe com o seu tipicamente sorriso.

- Também tu?! – Guinchou ela. – Vocês definitivamente andam com falta. Procurem uma gaja, pah! Eu não sirvo para essas coisas…

Os gémeos riram-se, sonoramente, e Bill ajudou a rapariga sair do jipe. Pegaram nas malas e passaram o portão de metal branco. Tom abriu a porta de casa e os três entraram. O de tranças tacteou as paredes à procura de um interruptor e, quando o achou, acendeu as luzes.

A casa continha pouca mobília. Na cozinha, havia um frigorífico, uma mesa de madeira com quatro cadeiras, bancadas, um armário na parede e alguns objectos decorativos. E, se a cozinha era simples, as restantes divisões também o eram.

- Aviso já que o meu quarto é o maior. – Proferiu Bill, arrastando as suas malas para a zona dos quartos.

- Os quartos são todos iguais, Bill. – Informou Tom, revirando os olhos.

- Nesse caso, o meu é o da ponta esquerda. – E Bill entrou no dito quarto.

- E o meu o da ponta direita. – Disse Tom, entrando no seu quarto.

- Então, isso quer dizer que eu fico no quarto do meio… - Observou, arrastando-se para lá. – Ah, que treta! Façam o favor de afastar as camas das paredes para eu poder dormir descansada! – Gritou, entrando no quarto.

- Muito engraçadinha, Helly. – Rejubilou Bill, do seu quarto. – Vê lá se não queres que eu vá dormir contigo… - O de crista surgiu à porta do quarto dela. – E fazer coisas obscenas. – E mostrou um sorriso perverso.

- Tipo, quê? Perfurar-me com o teu berbequim do amor? – Helly disse, virando-se para ele.

Bill esbugalhou os olhos. – Que coisa pirosa, Helly!

- Eu sei…

- Eu tenho uma ideia melhor. –
Disse Tom, surgindo ao lado do irmão. – Trazemos as gajas para cá, fechamo-nos todos no quarto dela e… e… - Tom cantarolou uma música estranha, soando a gemidos, e soprou, fazendo movimentos vaivém com a cintura.

Helly abriu a boca, chocada. – Não sabia que me desejavam assim tanto mal. – Refilou ela, semi-cerrando os olhos. – Seus ingratos! Fora daqui!

Helly fechou-lhes a porta na cara e explodiu em gargalhadas, ouvindo-os imitar gemidos sexuais.
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