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 Obsession - | 23 | - aviso.

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Bri.
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MensagemAssunto: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 23, 2010 3:06 pm

Hey!


Sabem uma coisa? Não sei que dizer .___. Isto é intimidante! D:

Supostamente, era para ter publicado isto mais cedo, mas eis que os meus ricos paizinhos decidiram raptar-me durante mais tempo e bom, só há pouco é que cheguei a casa.

Passando à frente...

Acho que ninguém (ou quase ninguém) se lembra de uma Kate que por aí se passeava pelos foruns. Isso também não faz mal, eu mudei o nickname para 'Bri' porque sou tão trenga que achei fofinho adoptar esse nickname de uma personagem da minha última fic. E pronto, não é? x) Cá estou eu xD

Mas isto não interessa, o que interessa é aquilo que eu vos trago, hoje.

O que é a Obsession?
A Obsession, muitíssimo provavelmente, é a fanfic mais esquisita que alguma vez escrevi O__o E não sei porquê, mas lembra-me muito 'Transformers' e mais giro ainda é que não tem nada a ver com o filme xD Acho que é por causa das bandas sonoras...

Ah, e por falar nisso, nunca pensei em existir tanto Linkin Park como inspiração nesta fic O.o A sério!

Mais sobre a fic: É totalmente Universo Alternativo.

Tenho a obrigação (xD!) de vos alertar para violência física e psicológica, sangue e... lime x) - sexo não muito explícito, para quem não sabe.


[center]



Música: Wake ~ Linkin Park.


PRÓLOGO:

Ninguém sabe que eles existem, passam completamente despercebidos por nós e ninguém dá por nada. E porquê? Porque eles são iguais a nós, fisicamente. Agem como nós, racionam como nós, sentem o que nós sentimos e são capazes de amar como nós. Com isto, é impossível detectar algo incomum neles.

Pouquíssimos sabem da sua existência. Quem sabe, reduz-se ao silêncio.

Amigos próximos, os nossos pais, a nossa família… Conhecemo-los tão bem, não é? Mas e se no fim sucede o contrario? E, se afinal tu não conheces ninguém, nem mesma a tua família, ou o teu melhor amigo?

Os tempos estão a mudar… E nada será como antes.

~

E pronto, está, por hoje x) Amanhã publico o primeiro coisinho disto...

Make me happy e opinem, pilizeee .______.

~Beijinhos <3

N/A: Estou tão! nervosa .____. acho que o meu coraçãozinho vai saltar-me pela boca >.<


Última edição por Bri. em Dom Out 31, 2010 7:11 am, editado 27 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 23, 2010 3:13 pm

*.* fiquei curiosa
Quero o primeiro capítulo Very Happy
beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 23, 2010 3:13 pm

Adorei! Desejosa pelo 1º cap! Very Happy
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Bri.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 23, 2010 3:26 pm

aim, aim, aim, aim, aim *______________*

muiiiiito obrigada às duas, espero não me atrasar amanhã com o primeiro <3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 23, 2010 5:14 pm

Oh pah adorei, eu adoro este tipo de coisas pouco normais!
Posta asserio, e rapido!
Eu preciso do capitulo
Adorei tanto o trailer...
Oh pah tou colada!
Quero mais!

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Bri.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Jul 24, 2010 10:39 am

Boa-tarde!


Filipa_Cobain: Aww, fico contente por teres gostado *-* Eu também adorooo coisas pouco normais *O* Por isso, decidi arriscar em escrever uma fic assim x) Obrigada pelo comentário!

Já passa das seis da tarde, está um calor infernal - pelo menos aqui na minha zona - e não me apetece fazer nadaa --'

Mas bem, trago o primeiro capítulo! *claps*

Como será de imaginar, não tem nada de relevante para a fic, é desinteressante, começa de uma maneira estranha e não mostra o nome da POF - que, digo-vos desde já, que é bastante esquisito xD

E eu esqueci-me de vos falar numa coisa ontem:

Se esperam capítulos recheados de momentos felizes, cheios de mel e cenas fofinhas e amorozas, esqueçam isso aqui. Não há cenas fofinhas, a não ser um capítulo por outro x) Está mais que na hora de escrever algo sério... num universo não-real xD Linda conjugação, LOL O.o

Sem mais tagarelice, aqui fica o primeiro capítulo.

Não vão gostar lá muito dele, mas opinem na mesma xD

Beijinhos <3





CAPÍTULO 1

8 de Julho de 2013
19:14 p.m.


Desconfortável, mas ao mesmo tempo, saciada.

Embora lhe fizesse impressão nas mãos e aparentasse que tinha um amontoado de formigas a picar-lhe, assustada, passou as mãos nas calças repetidas vezes para aquilo passar.

Passou num instante. Já não sentia nem havia nada nas suas mãos.

Não achou estranho. Nunca achara estranho. Sempre fizera parte de si, da sua Natureza.

Aproximou-se do espelho da casa de banho e olhou-se. Nada mudara. A sua cara continuava a de sempre, os olhos azuis demasiado claros continuavam a ser demasiado claros e o nariz pequeno continuava a ser o nariz pequeno que sempre tivera. Nem o cabelo enrubescido com madeixas negras mudara. Dava graças a Deus por isso. Ainda bem que aquilo não lhe mudara nenhuma das suas feições.

Tinha que sair dali o mais depressa possível, ou então teria chatices.

Ajustou o casaco de cabedal negro, puxou o cabelo em cachos de caracóis para fora e agarrou na sua mini mala preta. Saiu daquela casa de banho pública sem olhar para os lados e caminhou com destino a casa.

A brisa quente da noite invadiu cada poro da sua pele, e ela respirou fundo. O episódio da casa de banho não podia voltar a repetir-se, dado que não era nenhuma assassina nem pretendia vir a sê-lo. Só que a tentação… a tentação fora mais forte e deixara-se levar pela sensação e boa energia que absorvera daquela pobre rapariga inocente. Estava à hora errada e no local errado.

Quando chegou a casa e passou os portões de metal verde-escuro procurou a chave na mala. As luzes exteriores, situadas de cada lado da porta da entrada, já estavam acesas. O telemóvel, o ipod, os lenços de papel… Tudo estava lá, menos o que procurava. Tocou à campainha duas vezes e esperou que abrissem.

- Boa noite, querida. Entra. – Entrou e cumprimentou a madrasta com dois beijos na face. Pousou a mala no chão ao lado do cabide e pendurou lá o casaco. – Onde é que estiveste? – Preocupou-se a senhora.

- Estive a ensaiar a nova dança com a minha malta. – Respondeu. «Mentis-te com os dentes todos, devias ter vergonha!» – Esqueci-me de te avisar, desculpa. – Suspirou e a senhora passou a mão desde a testa até ao queixo.

- O que interessa é que já estás aqui. – Disse a mais velha, sorrindo-lhe. A jovem retribuiu-lhe.

Mal entrou na sala, acompanhada da sua madrasta, ouviu um som que lhe pareceu acordes de guitarra. Olhou para a mais velha, estupefacta, e ela sorriu-lhe.

- Aquilo não foi… Eu não… estou a sonhar, pois não? – Perguntou, aumentando o tom de voz gradualmente e levando as mãos à boca. A outra nada lhe disse, sorriu-lhe apenas.

Um sorriso enorme rasgou-se no seu rosto e correu pelas escadas que davam acesso ao andar superior até chegar à porta de um quarto, no fundo do corredor. Era de lá que vinha o som, só podiam lá estar.

Abriu um pouquinho da porta e espreitou lá para dentro.
Os seus olhos brilharam.
Um sorriso rasgou-se no seu rosto.
A sua vida iria mudar.

Em cima da cama, deitado totalmente à vontade, estava um rapaz vestido de preto e azul, com tranças negras que lhe caíam pelos ombros e chegavam ao peito, e ainda com uma fita negra na cabeça. E, depois, quando abriu mais um pouco da porta, viu outro rapaz: esse vestia roupas justas ao seu corpo, em preto e branco e o seu cabelo continuava negro, como sempre se lembrava, mas fazia uma crista.

* * *

N/A: E aí está ele. A imagem tem significado, mais à frente vão perceber. E descuuulpem pelo capítulozeco de péssima qualidade .___.' O próximo está melhor (;
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Jul 24, 2010 10:44 am

Gostei, mais! Very Happy Posso-te fazer uma pergunta?
Como é que consegues fazer esses videos?
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Jul 26, 2010 11:06 am


Desculpa o atraso :S só agora arranjei um bocadinho para vir à net -.-

Ora bem, portanto, a madrasta não sabe de nada...
O que são os gémeos a ela? Deixaste-me mesmo curiosa nessa parte! E eles sabem que ela não é "normal"? :O

Posta rápido *-*

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Bri.
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Jul 26, 2010 1:13 pm

Yellow!8D

TokioFan: Obrigada! +.+ Eu utilizei o Movie Maker :3

Kelly: Não faz mal (: A madrasta sabe, ela é que não gosta muito de falar 'daquelas coisas' ^^' Os gémeos sabem que ela é 'anormal', verás mais no desenrolar da história (; Obrigada pelo comentário!


~

Hoje, não tenho muito a dizer-vos. Só que neste vão saber o nome da rapariga, o que são os gémeos a ela e... e bem, este dá-vos uma ideia do que ela possa ser x) Podem encontrar mais informações sobre a fic aqui.

Eu gosto deste, espero que também gostem (:



CAPÍTULO 2

Abriu a porta por inteiro e eles imediatamente olharam para a rapariga. A jovem de cabelo flamejante correu para eles e Tom largou a guitarra para abraçar a rapariga.

- Que saudades! – Exclamou ela ao abraçar Tom.

- E eu tuas, pita! – Retribuiu Tom, enquanto a abraçava e despenteava, deixando-a furiosa.

- Estás tão diferente… - observou a rapariga, olhando Tom de cima a baixo. – O que é que fizeste às rastas? E ao cabelo loiro? – Perguntou com uma sobrancelha arqueada e incrédula. Da última vez que vira Tom, ele usava roupas ligeiramente mais largas, tinha rastas que deviam dar pelo meio das costas e sempre presas por um elástico, gorro e chapéu de lado. Já para não falar da cara de menino traquinas que portava.

- Apeteceu-me mudar de visual. – Respondeu Tom, encolhendo os ombros. – Mas deixa lá que tu… - Foi a vez de ele medir a rapariga de cima a baixo. – Olha para ti! – Exclamou, arregalando os olhos. – Estás… Estás… Continuas pequena! – Exclamou ele, rindo-se depois. Ela soltou um silvo e tentou pontapeá-lo, mas em vão.

- Lá estás tu com isso! – Reclamou a rapariga, mostrando-se indignada.

- Mas não é mentira nenhuma. Continuas a chegar-me à cintura, e pelos vistos não vais crescer mais que isso. – Gozou-a o de tranças, sentando-se na cama. Ele estava a exagerar… Ela não era assim tão baixa! – E já lá vão cinco anos que…

Bill emitiu um esgar, como se fosse uma chamada de atenção para os alertar que ele também estava presente no quarto. A rapariga olhou Bill. A sua figura mostrava-se de braços cruzados sobre o peito, numa pose de diva, e olhava-os com as sobrancelhas unidas.

- Desculpa, Billy. – Disse ela. Abraçou Bill e ele rapidamente deixou cair a máscara de amuado e deu lugar a uma mais alegre e sorridente. Abraçou fortemente a mais pequena nos seus braços e inspirou o seu perfume suave. – Caramba, estás cada vez mais alto! – Exclamou ela, levantando a cabeça para o olhar.

- É, parece que sim… - Suspirou e encolheu os ombros. – Já de ti, não digo nada… O Tom já fez as “avaliações” que eu queria fazer. – Fez as aspas com os dedos, revirou os olhos e a rapariga riu-se.

- Também tenho olhos na cara e sei ver bem aquilo que está à minha frente… – Contrapôs Tom, agora sentado na cadeira da sua secretária.

- Ora, cala-te, Sex Gott. – Respingou Bill. O rapaz de crista olhou de novo para a mais nova e olhou-a de cima a baixo, sem que ela desse conta. – Quanto é que medes? – Perguntou o da crista, chamando-a a atenção. – Quase um metro, não? – E o de crista riu-se às bandeiras despregadas, mesmo sabendo que ia ser fuzilado dentro de instantes. Ele estava, claramente, a fazer com que lhe saltasse a tampa.

- Vocês são uns monstros! – Refilou a rapariga, mostrando-se ofendida. Muito ofendida.

- Eh, não digas isso que até me ofendes! – Falou Tom, mostrando-se afectado e contendo uma gargalhada.

- Ainda bem que ofendo. – E ela mostrou-lhe a língua, rindo-se depois, maliciosamente.

Os irmãos Kaulitz, aqueles terríveis gémeos com semblantes angelicais, adoravam azucrinar-lhe o juízo com pretextos do género, o que a enfurecia. Ela era baixa, e depois? Um metro e sessenta era a sua altura… Ok, gostava de ser um pouquinho maior, mas ela vivia com a ideia de que as baixinhas é que eram boas e chegavam onde chegam as grandes.

Simone apareceu à porta do quarto e bateu três vezes ao de leve. Deparou-se com os gémeos a rirem-se às bandeiras despregadas enquanto a rapariga barafustava com eles. Ao aperceber-se da presença da mãe, Tom olhou para ela. Simone sorria maternalmente para eles, à espera que conseguisse captar a atenção dos três. O das tranças conseguia sentir o que a mãe sentia perante a imagem que tinha à sua frente – Simone sentia-se bem e isso também deixava Tom confortável.

- Hey, hey, hey! – Tom tentou separar Bill da rapariga que se tentavam agredir. A rapariga tentava chegar à cuidadosa crista arranjada de Bill para o despentear, mas ela era tão pequena que quase não chegava ao pescoço dele. – Querem parar com isso? – Tom sabia que aquela pergunta era retórica, eles não iam parar.

- Ela fez um atentado contra o meu cabelo! – Guinchou Bill, apontando os seus dedos indicadores para o cabelo.

- E tu contra a minha estatura! – Devolveu a mais nova, cruzando os braços à frente do peito e virando a cara para o outro lado sem encarar Bill.

- Vá lá, meninos, para a mesa. – Chamou a mãe dos gémeos, dando fim à “discussão”.

Sem aviso prévio e sem que a rapariga contasse com aquilo, Tom pegou nela com toda a facilidade – tal como se agarrasse numa caneta para escrever – e transportou-a no seu ombro ao mesmo tempo que ela esperneava, ria que nem doida e implorava ao rapaz das tranças para a pousar no chão. E, como Bill ia atrás deles, despenteou o cabelo da rapariga. Ela irritou-se e tentou chegar ao cabelo de Bill para fazer o mesmo, mas sem sucesso.

- Hm, cheira bem! – Exclamou Tom quando entrou na cozinha e sentiu o cheiro a carne cozinhada entrar pelas suas narinas.

- Na nossa casa cheira sempre bem, bro. – Disse a rapariga com perspicácia e mexendo as sobrancelhas para cima e para baixo, repetidas vezes, dando-lhe um cariz perverso.

- Menos quando não tomas banho – falou Bill atrás dela, trocista. A rapariga abriu a boca, incrédula, e sentiu a raiva apoderar-se de si.

- Ai, Bill, eu juro que te mato! – Ameaçou ela, esperneando e esbracejando no ombro de Tom, zangada. Contudo, Bill conseguia sempre esquivar-se a levar da mais nova.

- Parem com isso, pah! – Ordenou Tom, afastando-se de Bill com a rapariga nos braços. – Não quero ser eu a levar porrada! – Riu-se o de tranças. Ele sabia que a morena tinha força suficiente para o atirar pela janela, se quisesse, mas mesmo assim, não tinha medo dela.

- Tem calma, Tommi, eu não te faço mal. – E a rapariga abraçou-o pelo pescoço. Olhou para Bill e mostrou-lhe a língua. Esse fez-lhe o mesmo, saindo de trás de Tom para se colocar ao lado da mãe que acabara de colocar os pratos na mesa.

- Tom, mete a Helly no chão e sentem-se os três à mesa. – Ordenou Simone, apagando o lume do fogão.

Tom pousou a rapariga de cabelo enrubescido no chão e ela deu-lhe um leve empurrão, não conseguindo que ele se movesse um milímetro. Cada um dos jovens sentou-se no lugar correspondente à mesa.

Só faltava Simone e Gordon sentarem-se à mesa.

- O pai vem jantar? – Questionou a rapariga, olhando para Simone.

- Não deve demorar muito… – Respondeu a mais velha, olhando o relógio da cozinha.

A mãe dos gémeos serviu o jantar para ir arrefecendo enquanto Gordon não chegava.

Quando o pai da rapariga entrou na cozinha e se deparou com a família inteira reunida, não conseguiu evitar que um sorriso de felicidade se rasgasse no seu rosto. Há pelo menos cinco anos que não via os enteados, e agora com o novo look que aparentavam, nem pareciam os mesmos.

- Que surpresa! – Exclamou Gordon, contente.

- Olá, Gordon! – Saudaram os gémeos, simultaneamente, acenando com a mão.

O padrasto dos gémeos deu um aperto de mão a cada um deles e um beijo a Simone e à filha. Sentou-se à mesa e começaram a jantar.

- Já faziam falta cá em casa… - Falou Gordon, olhando para os gémeos. – Há uma pessoa que precisa da vossa ajuda e protecção. – E dirigiu o olhar para a filha.

A jovem percebeu sobre quem é que Gordon falava. Pousou o garfo no prato e bufou. – Eu não preciso de ajuda. Sei tomar bem conta de mim. – E olhou para o pai.

- Os tempos estão a mudar, Helly. – Falou Bill, engolindo a comida. – Vão aparecer cada vez mais pessoas que julgas que conheces e depois não conheces. Temos que começar a ter cada vez mais cuidado. – Bill falava tão seguro de si que fez com que a rapariga ficasse a pensar.

- Assim, connosco por perto não tens que te preocupar. – Disse Tom engolindo um trago da sua Coca-Cola.

- Eu não estou preocupada. – Contrapôs Helly, unindo as sobrancelhas.

- Mas devias. – Contrariou o de crista. – Sabes que as coisas já não são como eram há anos atrás. Não sejas teimosa. – A rapariga abriu a boca, soltando um silvo de incredibilidade.

Tom não deixou a rapariga prosseguir. – Não repliques. Come. – Ordenou o de tranças, acabando a sua refeição. Helly mordeu o lábio inferior contendo a raiva, e pousou os olhos na refeição que deixara a meio, descontraindo o corpo contra as costas da cadeira. – Limita-te a obedecer. – E, se ela quisesse, Tom já estaria do lado de fora da casa.

* * *


N/A: Eu sei, eu sei... O nome dela deve ser o mais esquisito que já viram, mas tem significado: o nome verdadeiro dela é Hellionor - vem de Hell (inferno) + Leonnor. O facto de ter 'inferno' no nome tem história, mais à frente vão ficar a saber. Opinem! (;
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Seg Jul 26, 2010 1:37 pm

Muito gira, posta mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Ter Jul 27, 2010 8:36 am


Estás a conquistar-me com tanto mistério... ^^

Posta rápido!!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Ter Jul 27, 2010 2:51 pm

Desculpa não ter comentado o primeiro.
Já li tudo e estou adorar Very Happy
Tu escreves tão bem...*.*
Coitada da Helly ter que aturar aqueles dois...
O que é que eles têm contra as pessoas baixas?! Eu sou da altura dela (:
Quero mais
beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Jul 28, 2010 7:23 am

Olá!

Vim responder aos vossos comentários:

TokioFan: Obrigada! Very Happy Beijinhos.

Kelly: E tu estás a pôr-me K.O. com esse avatar, embora seja montagem, mas pronte +.+ Ui, então ainda vais ter que ler muito mistério aqui nesta fic x) Obrigada pelo comentário!

Momo.O: Não faz mal! Aw, obrigada +.+ Coitada? Eu não diria coitada, diria sortuda por ter o bonzão do Tom Kaulitz debaixo do mesmo tecto que ela 8D Eles estavam a implicar com ela xD Já que eles são tipo as Torres Gémeas xD Caramba, quase todas as meninas que me comentam a fic são da altura da Helly O.O Vou eu... tenho mais 10cm que ela xD Obrigada pelo comentário!

O 3º vem amanhã, ou bem, quando me apetecer... É que eu ando assim com muuuito perguiça ^^' E o 3º não tem nada de interessante.

Inté, meninas <3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Jul 28, 2010 7:37 am

Very Happy Fico à espera.

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qui Jul 29, 2010 5:02 am

Olá!

Tal como prometido, cá está o 3º. Pelos vistos, a minha preguiça de ontem passou xD

Aviso-vos que há aí um palavrão muito feio dito pela Helly xD

Aqui fica:


9 de Julho de 2013


A luz do Sol, que atravessava pelos buraquinhos dos estores, fazia ricochete nos espelhos ao fundo do quarto e embatia no rosto de Helly. Ela grunhiu e escondeu o rosto na almofada fofa, numa tentativa de voltar a adormecer, mas o calor que começava a sentir era demasiado e afugentara o sono que ainda sentia.

Rugiu para a almofada, passou dois dedos pelos olhos e sentou-se na cama, sentindo a textura do tapete fazer-lhe cócegas nos pés. Espreguiçou-se, sentindo as articulações estalar, e esfregou os olhos. Penteou os caracóis com os dedos e bocejou. Ligou o telemóvel e viu que já eram quase onze da manhã. Devia estar sozinha em casa. Ou, agora que os gémeos também já estavam em casa, de certo que eles também lá estariam.

Entrou para a casa de banho, situada dois quartos antes do seu, e foi-se despindo à medida que a água do chuveiro aquecia. Não gostava de tomar banho com água fria. Naquela altura do ano, gostava dela morna.

Depois de um banho rápido, secou-se à toalha branca, jazida em cima do lavatório, e enrolou-a ao corpo. Procurou uma toalha mais pequena no armário e enrolou-a ao cabelo. Saiu da casa de banho descalça e em bicos dos pés entrou no seu quarto.

Vestiu uns calções de treino pretos, um top branco com um estampado de estrelas e calçou uns chinelos. Penteou de novo os caracóis com os dedos e saiu do quarto com as toalhas usadas nos braços. Deixou-as no cesto da casa de banho e desceu para a cozinha.

Estava tudo sossegado, não se ouvia nada nem ninguém, o que indicava que nem os gémeos estavam em casa. E também que estava mesmo sozinha em casa, como habitual. Encolheu os ombros e olhou para a mesa de madeira. Jazia lá uma folha branca dobrada ao meio. Abriu-a e leu:

«Bom-dia, pita. Voltamos à hora do almoço. A Simone e o Gordon não vão almoçar a casa, sabes o que isso significa? Que vais ter de ser tu a fazer o almoço :p Surpreende-nos pigmeu.

Tom e Bill.»


Aquilo significava que teria de cozinhar. E não lhe apetecia mesmo nada…

«Só podem estar a gozar comigo…»

[…]


Uma da tarde em ponto e a campainha soou. Limpou as mãos ao pano verde e correu para a porta. Abriu-a e deu passagem aos gémeos.

- O almoço está quase. – Informou a rapariga.

- Já era para estar. – Refilou Bill com um sorriso matreiro. Ela riu-se falsamente e mostrou-lhe a língua.

- Caso não saibas, Kaulitz, não sou de ferro. E além disso, não sou perita na cozinha.

Tanto Bill como Tom eram sempre assim com ela: adoravam provocá-la e, o pior de tudo, era que conseguiam o que queriam.

- Oh – Lamentou-se o de crista, imitando um choro. – Já ofendi a mini-coisa.– Ela avançou em largas passadas até ele, com ar de quem está fulo e pronto a oferecer luta. – Pronto, pronto! Desculpa! – Rendeu-se ele, colocando os braços em frente da cara.

- Ficas avisado, Bill! Mais uma dessas e levas a sério! – Vociferou ela, apontando-lhe o dedo indicador.

- Já pedi desculpa, ok?! – Mal sabia ela que Bill estava a fazer um esforço enorme para não se rir da expressão não-terrivelmente assustadora dela.

- Bem. – Helly recuou um passo para ajustar o top e sacudir o cabelo. – Vai pôr a mesa. Faz-te jeitoso.

- Que lata! –
Refilou o de crista, incrédulo. – Só se me pagares bem. – Desafiou Bill, colocando um sorriso malicioso nos seus lábios.

- Não te ponhas com coisas; vai pôr a mesa e cala-te. – Ordenou ela, sacudindo-o do sofá para se lá sentar. – E Tom, podias ir também… Sabes, é que está aqui um pouco abafado e mal consigo respirar… - Queixou-se Helly, agitando uma mão contra a cara, fazendo vento.

- Se isso foi uma forma indirecta de dizeres que eu sou hot… obrigado. – Disse Tom, convencido.

- Estúpido, sabes muito bem do que é que eu estou a falar. – Aquele ar convencido de Tom deixava-a sempre irritada, ele era tão irritante quando se punha com aquelas coisas! Não havia quem o aturasse, a não ser aquelas raparigas que se aventuravam a descobrir de que cor eram os boxers dele e de que tamanho era o instrumento que se escondia e guardava dentro deles. – Ainda aí estão? Para a cozinha, já! – Ordenou Helly, direccionando o dedo indicador para a cozinha.

- Nós vamos, mas voltamos, e queremos vingança! – Prometeu Bill, exibindo um semblante ameaçador.

- Quer dizer! Queres que te pague e ainda reclamas por vingança? Vai-te foder, Bill! – Helly mostrou-lhe o dedo do meio.

Bill bufou ao ver a rapariga mostrar-lhe o “dedo feio” e virar-lhe as costas, completamente a desprezá-lo. Coisa irritante… Vamos, Tom.

* * *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qui Jul 29, 2010 5:23 am

Adorei! Mais!
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qui Jul 29, 2010 8:12 am

Oh Gott, eles não param de gozar com ela xD e ela não pára de lhes oferecer porrada -.-
Algo me diz que vai acontecer alguma coisa nesse almoço...

Posta rápido!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sex Jul 30, 2010 11:22 am

TokioFan & Kelly muito obrigada pelos vossos comentários! Very Happy
Amanhã, trago o 4º, e Kelly, fica descansada que vai correr tudo bem no almoço (:

Beijinhos <3
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Jul 31, 2010 9:31 am

Olá a todas.

Gosto semi deste ^^' Tem tanto de engraçado como de importante. Vão ficar a saber mais umas coisinhas com este...

Cá vai:



CAPÍTULO 4

10 de Julho de 2013


Era a única que ainda comia o gelado, já todos tinham comido. Aquele gelado de nata e caramelo estava a deixá-la tão satisfeita que nem ligava à conversa que se desenrolara. Quando terminou o delicioso gelado, ficou a morder o pauzinho e tomou então atenção à conversa, mesmo sabendo que, provavelmente, não teria interesse.

- Bem, meus meninos – Começou Simone, levantando-se e sacudindo as calças de treino cinza – Está a ficar tarde e eu tenho trabalho amanhã. Vens Gordon?

- Sim.
– Gordon levantou-se também. – Vocês ficam? – Dirigiu-se aos jovens, parando o olhar, especialmente, em Helly.

- Sim, ficamos por aqui mais um pouco. – Respondeu Bill, esborrachando a ponta do cigarro no cinzeiro.

- Está bem. Juízo, ok?

- Hm, creio que isso é um pouco impossível aqui, pai.
– Riu-se a rapariga.

- Fala por ti, eu sou ajuizado. – Falou Tom com uma certa importância na voz. Helly riu-se, gozando com o de tranças.

- Quando? Onde? – Tom abriu a boca para lhe responder, mas Helly não o deixou. – Espera, não respondas. Tenho uma leve ideia do que vais dizer.

- Ah sim? Então o que é que eu ia dizer? –
Desafiou Tom, sorrindo, atrevidamente.

Helly deu conta que Simone e Gordon ainda estavam presentes. Pôde ver que ambos a olhavam e ela sentiu-se corar, ligeiramente.

- Até amanhã, meninos. – Disse Gordon, arrastando as palavras.

Helly deu um beijo na bochecha do pai e de Simone e o casal entrou em casa.

- Só fazes merda, Helly. – Protestou Tom, dando-lhe um abanão nos cabelos. Ela olhou-o com as sobrancelhas unidas. – A culpa é tua se amanhã tiver a dona Simone à perna a fazer-me perguntas sobre que conversa era aquela.

Helly mostrou-se falsamente ofendida e com pena do gémeo de Bill, e para dar ênfase ao seu ofendimento, levou as mãos às bochechas e colocou um semblante choroso.

- Tenho tanta pena de ti, Tommi... – Disse sarcasticamente, fingindo chorar.

- Não tem piada, minorca. – Rosnou Tom, olhando para ela de lado, zangado, superficialmente.

- Oh, não fiques zangadinho, sim? – Pediu ela, com voz de veludo e fazendo beicinho. Tom olhou-a, mas virou-lhe o rosto. – Tommi… - Helly sentou-se no seu colo, com as pernas de lado, e tentou puxar o rosto dele para a encarar. Ele olhou-a nos olhos e mergulhou no azul claro que já tão bem conhecia. Riu-se na cara dela e ela deu-lhe um estalo. – És mesmo estúpido! – Rezingou ela, saindo do colo de Tom.

- Podias continuar aqui, não te mordo. – Sugeriu o de tranças, exibindo um semblante amigável.

E, na verdade, Helly podia sentar-se de novo lá, pois podia, já tinha saudades das vezes em que se aninhava no colo dele, ou até mesmo no de Bill. Mantinha um relacionamento igual com ambos, sem que a balança descaísse para nenhum dos lados. Para ela, o afecto que nutria por eles chegava perfeitamente para os dois.

- Não, deixa estar… - Recusou ela, sentando-se na cadeira onde antes estivera Simone. – Estou bem aqui.

-Oh – indignou-se o de tranças, emitindo um silvo. – Mas eu não. Estou aqui sozinho, vocês estão a léguas de mim! – E de facto estavam. Bill e Helly estavam sentados um pouco mais afastados de Tom.

- Então anda para aqui. – Disse Bill, revirando os olhos.

Tom levantou-se da cadeira e, com a maior das descontracções, sentou-se no colo de Helly, fazendo-a gemer de dor ao sentir o peso dele nas suas pernas.

- Sai de cima de mim, és pesado! – Queixou-se ela, enquanto Tom se divertia em balançar-se para a frente e para trás, magoando-a. Se Gordon entrasse ali naquele momento, começaria a pensar coisas, e aí, Helly morreria de vergonha e alguém gozaria com ela com todo o gosto.

Tom teimava em não sair de cima dela. Cenário constrangedor, capaz de a deixar mais corada que uma lagosta, mas naquele momento, sabia de uma coisa que o faria saltar de lá num piscar de olhos. Um truque, o seu maior truque. Bastava esticar os dedos, cerrar os olhos, concentrar-se e deixar que a energia fluísse pelos seus dedos esguios.

- Au! – Queixou-se Tom, saltando do colo dela.

- Nunca falha. – Disse Helly, sentindo-se vitoriosa e sorrindo maliciosamente.

- Essa doeu! – Lamuriou Tom, massajando a coxa direita. A rapariga riu-se e Bill acompanhou-a, fazendo Tom irritar-se. – Não mete piada, seus idiotas.

- Idiota és tu!
– Retribuiu Bill, continuando a rir-se.

Tom não respondeu mais. Bufou, ainda a massajar a perna e a resmungar pelo que a rapariga lhe fizera, e sentou-se numa cadeira no meio dos outros dois.

Bill saiu do jardim para entrar em casa. Quando voltou, trouxe três latas de Coca-Cola e estendeu uma a Helly e outra a Tom.

- O que é que vais fazer amanhã de manhã? – Questionou Bill, dirigindo-se a Helly e abrindo a sua lata.

- Estava a pensar em dormir, porquê? – Riu-se ela, abrindo a sua lata, mas entornando um pouco para a blusa. – Oh, boa… - Limpou aquilo com as mãos, mas que sucesso é que iria surtir?

- Porque eu e o Tom gostaríamos de falar contigo acerca de umas coisas… - Respondeu Bill, num tom de voz sério. Helly olhou para ele, arqueando uma sobrancelha. – Foi por isso que trouxe uma Cola, queremos-te inteira e sóbria.

- A falares assim, ela ainda vai pensar que a vamos submeter a um interrogatório, tipo Polícia!
– Disse Tom, olhando Bill de olhos bem abertos. Depois, olhou para a morena, exibindo um sorriso jovial. – Calma, Helly, não te atrapalhes. Só queremos saber como foram estes cinco anos enquanto estivemos ausentes, em Petersloor, mais nada.

- Basicamente, foram sempre a mesma coisa.
– Respondeu ela, engolindo um trago do conteúdo da lata e sentindo o gás subir-lhe ao nariz. – Aulas, dança, casa, estudar… Essas coisas.

- Continuas amiga daqueles três que andavam sempre contigo?
– Questionou Bill, desviando a atenção da lata vermelha para Helly.

- Sim. – Respondeu ela, sorrindo-lhe. – Juntamente com eles, formamos uma crew. O Hip-Hop é o nosso melhor estilo de dança. Se quiserem, podem vir comigo um dia. – Sugeriu ela com um enorme sorriso rasgado no rosto.

- Agora que estamos por cá, tempo não falta para ver a nossa Hellionor McHamphrey Trümper mostrar os seus melhores dotes na dança. – Disse Tom, proferindo o seu nome completo. Ele sabia que ela detestava quando a chamavam pelo nome verdadeiro, mas que se podia fazer? Era o nome dela…

Helly cerrou os olhos e respirou fundo, tentando controlar-se para não fazer demasiado barulho devido a ser tarde de mais para pessoas normais ainda andarem na rua.

- Vou fingir que não me acabaste de chamar Hellionor. – Falou a rapariga, fuzilando Tom com o olhar. Ele riu-se para ela, exibindo um sorriso triunfante.

- Não percamos o raciocínio. – Disse Bill, despertando Helly. – Como tens estado?

- Bem.
– Respondeu ela de imediato. – Sou capaz de ter adoecido uma ou duas vezes durante a vossa ausência, mas nada de grave.

Bill sorriu, sarcasticamente. - Não percebeste a minha pergunta ou não queres responder? – Helly sabia sobre o que ele falava. Daquilo. Odiava ter de falar sobre o que achava de mais injusto em si.

- Se não quiseres responder, não te obrigamos. – Falou Tom, compreensível.

Helly deixou de fitar a lata vermelha para olhar para os gémeos. Eles sabiam perfeitamente, desde o inicio, que a morena detestava falar sobre a sua maior força. Confiava neles, isso era certo, mas nunca se sentia à vontade para falar sobre aquilo. Tirar vidas a pessoas inocentes nunca fora coisa que ela mais venerasse no Mundo. Isso incluía a sua pobre mãe. Era por causa dela que não gostava de tocar no assunto electricidade.

- Tenho tido os meus apetites. – Falou ela, reticente e com a voz a sumir-se. – A última vez foi ontem. – Helly recordou o episódio da casa de banho e as imagens passaram a correr pela sua cabeça. Era capaz de sentir tudo o que sentira. Fome, prazer e a satisfação desse prazer. E era assim sempre que tinha fome.Gott, não me façam falar mais sobre isto, peço-vos. – Pediu ela, sentindo repulsa de si própria.

Tom elevou as sobrancelhas, surpreendido, e olhou para a sua lata. – Continuas a não aceitar-te. – Constatou ele.

- E vai ser difícil de acontecer. – Completou Helly. Bebeu um trago do líquido e revirou os olhos.

- Mas já devia ter acontecido. – Contrariou Tom, olhando-a. – Há tempo suficiente, aliás.

- Falar é fácil. Não foste tu que passaste por aquilo que eu passei.
Será que Tom não compreendia a gravidade da situação?

- Tens razão, mas já devias ter seguido em frente.

- Tom, já chega.
– Interrompeu Bill, sentindo que Tom estava a ser persistente demais com o assunto.

- O que importa é aquilo que eu sinto, não aquilo que tu achas. – Vociferou Helly. Já sentia o sangue fervilhar-lhe nas veias e o seu controlo ir pelos ares.

Bebeu o que restava da Coca-Cola e pousou a lata vazia na mesa de plástico branco.

- Vou deitar-me, tenho sono. – Declarou a morena, num tom de voz ligeiramente rude, e levantou-se. – Até amanhã.

Visivelmente zangada, despediu-se dos gémeos com um beijo na face e, antes de passar as portas de vidro, Tom chamou-a.

- Desculpa. – Pediu ele, mostrando-se arrependido.

Helly sorriu-lhe. – Está tudo bem, Tom.


* * *

N/A: O que é Petersloor? «Cenas dos próximos capítulos» (a)
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Sab Jul 31, 2010 10:05 am

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Dom Ago 01, 2010 7:01 am

Estou a gostar disto Very Happy Se bem que os gémeos já começam a abusar -.- Tadinha da Helly, não tem a culpa de ser pequenina.
Que mal...matou a própria mãe...deve sentir-se mesmo mal.
Quero mais *.*
beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Dom Ago 01, 2010 11:53 am

Pois, com esse nome fiquei à nora xD
Gostei bastante do capítulo, mais do fim. Eu também não gostava que me chamassem pelo nome todo se tivesse um nome desses! xD

Posta mais *-*

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 04, 2010 5:09 am

Olá!

Bem, eu acho que vocês vão gostar deste :3 Se tiverem dúvidas, perguntem (;

Beijinhos


[analepse]

[PVT]


Encandeou-se com a luz forte. Não sabia de onde vinha, não sabia o que era, mas fora o bastante para o deixar assustado. Começava a pensar, seriamente, se teria morrido e aquela luz o viesse buscar. Porém, não se recordava de nada, se tivera algum acidente de carro ou outra experiencia de morte qualquer.

Caminhou mais alguns passos, devagar e reticente, e com um braço a fazer-lhe sombra nos olhos, numa tentativa de amenizar a luminosidade da luz que lhe irritava os olhos.

Tropeçou num degrau e percebeu que acabara de descer para um sítio. Sentiu alguém empurrá-lo por trás, sem saber se fora de propósito ou não, e, quando se virou de repente – dado que estava assustado e com medo – deparou-se com o seu irmão gémeo.

- Também morres-te? – Questionaram-se ao mesmo tempo, de olhos esbugalhados.

- Pensei que tinha vindo parar aqui, sozinho. – Disse Bill, aproximando-se do seu gémeo. – Que sítio é este? – Perguntou, olhando em volta.

O lugar assemelhava-se a uma floresta. Podiam ouvir-se os pássaros chilrear e o som do vento nas árvores.

À medida que iam perscrutando o espaço, foram caminhando por entre a vegetação. Por incrível que parecesse, deixaram de sentir medo e sentiam que algo crescer dentro deles. Algo sem explicação, mas muito forte e poderoso.

Quando a vegetação acabou e o terreno passou a ser apenas de pequenas pedras de mármore, uma placa de madeira com letras grandes e bem caligrafadas vislumbrou-se aos portões de uma cidade que, até àquele momento, era desconhecida para ambos.

- Acho que isto responde à nossa pergunta… - Falou Tom, lendo a placa.

Nela, podia ler-se “Bem-Vindo a Petersloor!”.

Os portões abriram-se automaticamente, e, ao contrário daquilo que os gémeos imaginavam, não foram os soldados que os abriram. Passaram os portões verde-escuro enormes, sempre a olhar em seu redor.

A cidade, embora tivesse grandes muralhas de pedra, não lhes pareceu da Idade Média, muito pelo contrário. Ao olharem atentamente em redor, puderam concluir que era uma cidade muito mais avançada e futurista que Berlim, outra cidade qualquer do Globo. Ali, todo o tipo de tecnologias nunca antes vistas eram usadas. Apostavam em como a consola mais recente no Mundo era vista, ali, como algo do século dos dinossauros.

Tom concluiu que era em Petersloor que estava o Futuro. Só restava a dúvida do que viera ali fazer.

- Tom, as tuas mãos! – Guinchou Bill, em pânico.

Quando Tom mirou as suas mãos, viu que ambas ardiam em chama viva e laranja, mas mais estranho ainda, era que não lhe causava qualquer tipo de dor.

Sacudiu as mãos para aquilo sair, assustado por estar a arder e, quando voltou a olhá-las, já nada se vislumbrava.

- Estás bem? – Quis saber Bill, pegando nas mãos dele e observando-as. Porém, nem o mais novo de ambos escapou ao susto: as mãos de Bill começaram a verter gotas de água pelos dedos esguios, molhando as do gémeo, e mirou-as, espantado.

- Mas que raio… - As mãos de Bill estavam geladas, parecendo gelo. Toda a roupa dele estava molhada e nenhum dos dois soube explicar o porquê daquilo.

Com Bill a tremer de frio e Tom a morrer de calor, nenhum dos dois de deu conta que o Gelo e Fogo estavam ali representados – Em Bill representava-se o Gelo e em Tom o Fogo.

Foi preciso olharem para um grupo de rapazes que se divertia num jardim para compreenderem o que se passava. Um deles deitava chamas enormes e laranjas das mãos, queimando uma árvore velha, caída no chão. E um outro apagava o lume com a água que expelia das mãos. Com esses dois rapazes estavam outros dois que assistiam à cena e, mais afastados ainda, dois adultos bem vestidos.

Foi aí que se fez luz na cabeça de ambos: Estavam ali pelo simples motivo das mãos de ambos arderem e desfazerem-se em água.


[/analepse]

[…]

12 de Julho de 2013

O suor corria-lhe pelas fontes, sentia-se demasiado quente. Limpou a testa mais uma vez com a mão e depois passou-a pelos calções de treino. Sabia bem o que era aquilo: um sinal.

Verificou o cabelo, composto por duas tranças em cada lado, pegou na mala de pano negra, decorada com rabiscos brancos, e saiu do quarto.

Quando passou pela sala viu os gémeos estendidos no sofá em frente à televisão, descalços e com os pés em cima da mesa baixa. Eram a preguiça em pessoa. Helly abanou a cabeça em sinal de desaprovação. E apostava em como aquelas duas aves raras nem deram por ela.

Entrou na cozinha e retirou uma maçã avermelhada do cesto, dando-lhe uma mordidela logo a seguir, sem antes a lavar. Suculenta, sumarenta, fresca e saber-lhe-ia melhor do que o aspecto que exibia.

- Vou sair, rapazes. Até logo.

- Onde vais? –
Perguntou Tom antes que ela saísse.

- Ter com o meu pessoal. – Tom lançou um rápido olhar a Bill. – Às cinco estou cá. – Abriu a porta da rua e, antes que pudesse sair, Tom interceptou-a mais uma vez.

- Podemos ir contigo? – Pediu Tom, espreguiçando-se.

- Claro que podem, mas sou eu que conduzo. – Provocou ela, exibindo um sorriso malicioso. Tom esbugalhou os olhos.

- Quê? Desde quando é que tu conduzes? – Perguntou o mais velho, estupefacto e com as sobrancelhas unidas.

- Desde que tirei a carta de condução, ora essa. – Respondeu Helly, indignada.

Tom olhou para o seu gémeo, em pânico. – Vamos morrer. – Disse ele com a voz a sumir-se e a imitar o choro.

- Tu vais; eu não. Apetece-me ficar por casa, hoje… - Disse Bill, ajeitando-se no sofá e pegando no comando da televisão.

- Que cortes! Anda lá… - Pediu Tom, juntando as mãos em frente do rosto.

- É melhor não. – Respondeu Bill, remexendo nervosamente no comando. Helly soube imediatamente identificar aquele acto.

- Tom, deixa-o, é melhor ele ficar em casa. – Disse Helly, aproximando-se de Bill. Ajoelhou-se à frente dele e fixou o olhar no rosto dele. – Saímos logo à noite, pode ser? Eu sei que precisas…

- Sim, é melhor. –
Concordou Bill, olhando-a. – Obrigado. – E sorriu-lhe. Helly retribuiu. – Acho que me vou abstrair com algo…

- Sim, é melhor. –
Concordou a morena e levantou-se do chão. – Tem cuidado, ok?

- Consigo aguentar-me, confia em mim. –
Disse Bill, confiante.

Helly sentou-se ao lado de Bill à espera que Tom se vestisse mais apresentavelmente, como dissera. Poucos minutos depois, o rapaz de tranças apresentou-se na sala com uma t-shirt negra e azul vestida, calças de ganga e sapatilhas negras. O único adereço a mais no rapaz, segundo o ponto de vista da rapariga, era o gorro na cabeça. Era Verão, para quê aquilo?

Helly olhou para Tom e arqueou uma sobrancelha. – Estás assim com tanto frio? – Inquiriu ela. Tom suspirou, mordeu o lábio inferior e pegou nos óculos escuros pousados no móvel atrás do sofá.

- Velhos hábitos. – Respondeu ele. – Vamos?

- Claro. Até logo, Bill.

* * *
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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 04, 2010 8:49 am

Oh mas isto está cada vez melhor...
Gostava de ir a Petersloor Very Happy
Aquilo do Bill e da Helly não tem nada a ver com sexo pois não? É que parece...mas não deve ser.....
quero mais*.*
beijos^^

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   Qua Ago 04, 2010 12:33 pm

Quero conhecer uma cidade assim tão avançada!!
Acho que vai acontecer alguma coisa agora quando o Tom e a Helly forem sair Razz não ligues, estou sempre a imaginar coisas xD

Posta mais!

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MensagemAssunto: Re: Obsession - | 23 | - aviso.   

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